Bloomberg Línea — O Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões, alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado e de 1,0% na comparação trimestral.
O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio (ROE) foi de 24,3%, recuo de 0,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre, mas ainda em um dos maiores patamares entre os grandes bancos.
O principal ajuste anunciado pelo banco foi a revisão do guidance para receitas de prestação de serviços e resultado de seguros.
A expectativa de crescimento para 2026 passou da faixa entre 5,0% e 9,0% para entre 2,0% e 5,0%, refletindo, segundo o banco, uma volatilidade no mercado de capitais superior à projetada no início do ano.
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As demais projeções foram mantidas, incluindo crescimento da carteira de crédito entre 5,5% e 9,5%, expansão da margem financeira com clientes entre 5,0% e 9,0%, custo do crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões e despesas não decorrentes de juros entre 1,5% e 5,5%.
“A consistência dos nossos resultados reflete a clareza de uma estratégia orientada ao longo prazo. Crescer com rentabilidade e qualidade de carteira exige disciplina analítica, concessão responsável de crédito e uso prático da tecnologia”, afirmou Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, em comunicado.
Crescimento no crédito; inadimplência estável
A carteira de crédito total atingiu R$ 1,52 trilhão ao fim de junho, alta de 2,7% em relação ao trimestre anterior e de 9,6% em 12 meses. Segundo banco crescimento foi impulsionado tanto por pessoas físicas quanto por empresas.
Entre as linhas para pessoas físicas, o crédito imobiliário avançou 13,3% em um ano, para R$ 152,2 bilhões, enquanto o consignado cresceu 11,7%.
Ações do Itaú Unibanco (ITUB4)
Os dados podem ter atraso de ate 20 minutos.
No segmento corporativo, a carteira para micro, pequenas e médias empresas cresceu 11,6% em 12 meses e a de grandes empresas avançou 10,1%.
“O crescimento sustentável da carteira de crédito é resultado direto da qualidade e diligência do banco na concessão de forma responsável e sustentável”, afirmou Gabriel Amado de Moura, CFO da instituição, em comunicado.
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O índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo. No Brasil, o indicador ficou em 2,1%, também estável em relação ao trimestre anterior.
Já os atrasos entre 15 e 90 dias permaneceram em 1,8% no consolidado e de 1,7% no Brasil.
Margem, receita e despesas
A margem financeira com clientes alcançou R$ 32,6 bilhões, crescimento de 3,3% frente ao primeiro trimestre e de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o banco, o avanço foi impulsionado pela expansão da carteira de crédito e pelo efeito calendário, já que o segundo trimestre teve mais dias corridos.
A margem financeira com o mercado totalizou R$ 931 milhões, alta de 13,6% sobre o trimestre anterior e de 8,6% em 12 meses.
As receitas de serviços e seguros atingiram R$ 14,1 bilhões, crescimento de 0,4% na comparação trimestral e de 3,6% em um ano.
Já as despesas não decorrentes de juros somaram R$ 16,7 bilhões no trimestre, alta de 3,3% em relação ao primeiro trimestre e de 3,1% em 12 meses. Segundo o banco, o aumento era esperado diante da sazonalidade do início do ano, quando as despesas costumam ser menores.
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