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BTG Pactual entra no mercado de ETFs da Colômbia e amplia presença na Améri…

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Bloomberg Línea — O BTG Pactual lançará seu primeiro ETF na Colômbia com a promessa de oferecer o “preço mais acessível do mercado”. O mercado de ações será o ponto de partida para uma plataforma mais ampla, com a qual a instituição financeira busca replicar no país o crescimento que já alcançou no Brasil (32 ETFs) e no Chile (7 ETFs).

“Não quero lançar apenas um ou dois ETFs; quero lançar uma plataforma completa com diferentes ativos e exposições”, afirmou Eduardo Miquelotti, sócio do BTG Pactual e chefe da área de Fundos Indexados e ETFs do BTG Pactual, em entrevista à Bloomberg Línea .

Atualmente, a instituição financeira administra cerca de US$ 25 bilhões em fundos indexados e ETFs na região, dos quais US$ 5 bilhões correspondem ao mercado brasileiro.

Miquelotti explicou que o primeiro ETF colombiano do BTG Pactual buscará se posicionar como a opção mais barata em relação à concorrência local, aproveitando a infraestrutura tecnológica e operacional que a empresa já desenvolveu no Brasil e no Chile.

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Além disso, ele adiantou que o fundo utilizará uma metodologia de construção de índice inovadora para o mercado colombiano, baseada na liquidez das ações para definir a ponderação da carteira, um critério que, segundo ele, já tem dado bons resultados nos ETFs brasileiros.

O executivo explicou que, nos próximos meses, a empresa planeja ampliar a oferta com ETFs de renda fixa, exposições offshore e ativos brasileiros, para que os investidores colombianos possam construir carteiras diversificadas usando esses veículos como “blocos de construção”.

A título de referência, ele mencionou que, no Brasil, o BTG Pactual já conta com 32 ETFs, que incluem exposição a criptomoedas, ouro, dólares, o S&P 500, tecnologia, semicondutores e títulos corporativos, e sete no Chile, com novos lançamentos previstos.

Sobre os benefícios desse tipo de instrumento, Miquelotti resumiu cinco pontos fortes: benefícios fiscais, custos mais baixos, alta liquidez, diversificação e transparência.

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Segundo ele explicou, essas vantagens permitem que os investidores tenham acesso eficiente a diferentes classes de ativos sem precisar arcar com as comissões mais altas da gestão ativa tradicional.

O executivo citou o caso dos Estados Unidos, onde, após a crise financeira de 2008 e uma nova regulamentação sobre transparência em 2011, os investidores passaram a comparar o desempenho dos fundos de gestão ativa em relação ao seu custo, o que impulsionou o crescimento dos ETFs, que hoje representam 52% do mercado de fundos daquele país, em comparação com uma participação nula há 15 anos.

Para Miquelotti, o maior obstáculo para que o mercado de ETFs ganhe impulso na América Latina é a educação financeira. O mercado global desses instrumentos chega a US$ 22 trilhões, dos quais os Estados Unidos concentram 85%, a Europa cerca de US$ 800 bilhões e o restante do mundo, incluindo a América Latina, apenas US$ 1,5 trilhão.

Por isso, o BTG Pactual planeja replicar na Colômbia suas estratégias educacionais do Brasil e do Chile, incluindo o evento “ETF Day”, que reúne investidores institucionais e pessoas físicas para discutir oportunidades de mercado, e que a empresa espera realizar na Colômbia no início de 2027.

Política

Questionado sobre as eleições presidenciais do Brasil, que serão realizadas no próximo mês de outubro, Miquelotti descreveu uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, com uma ligeira vantagem de Lula nas pesquisas mais recentes.

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O executivo explicou que, caso Lula vença, o mercado não esperaria uma queda significativa nos preços dos ativos, mas sim uma reação moderadamente positiva, caso o presidente cumpra sua promessa de maior disciplina fiscal.

Por outro lado, disse ele, uma vitória de Flávio, acompanhada de ajustes financeiros e cortes nos gastos, poderia resultar em um maior crescimento econômico. “Estou bastante otimista em relação ao mercado brasileiro neste momento”, afirmou, argumentando que as taxas reais atuais, considerando a inflação atual, tornam os títulos do governo brasileiro atraentes.”

Sobre a Colômbia, a poucos dias da posse do novo presidente eleito de direita, Abelardo De la Espriella, Miquelotti mostrou-se igualmente otimista, destacou que o sistema financeiro colombiano se assemelha ao brasileiro e que a chegada de um governo mais próximo do mercado poderia repetir a dinâmica observada no Brasil após eleições semelhantes.

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Ele especificou que, após o primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia, já se observou uma queda nas taxas reais e uma melhora nos preços dos ativos locais.

“Basicamente, há ótimas oportunidades de investimento na Colômbia”, resumiu ele, prevendo um aumento do investimento estrangeiro em infraestrutura e sistemas energéticos nos próximos quatro anos, bem como uma melhor percepção do país por parte dos investidores internacionais.

Nesse contexto, disse ele, decidiram antecipar o lançamento da franquia de ETFs na Colômbia, que ele classificou como “a melhor maneira de democratizar os investimentos”.





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