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Em meio a crise, Fifa tenta acelerar planos de ampliar Copa de 2030 para 64 seleções

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A Fifa quer acelerar os planos para expandir a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções, em meio à turbulência causada pela proposta polêmica do presidente Gianni Infantino de tornar possível a venda de participações minoritárias do torneio a investidores privados, batizada de Fifa Forward Enterprise (FFE).

Segundo documentos obtidos pela agência de notícia Press Association e pelo jornal britânico The Times, a FIFA emitiu na última quinta-feira um chamado interno buscando contratar uma agência independente para avaliar a ampliação do Mundial de 48 para 64 seleções, com o objetivo de já implementar o novo formato na edição de 2030. A atual Copa do Mundo foi a primeira disputada com 48 seleções, após o aumento em relação às 32 equipes do formato anterior.

Nesta sexta, o assessor-sênior de Infantino na entidade, Carlos Cordeiro, renunciou ao cargo após considerar a possibilidade de vender fatias da Copa do Mundo inaceitável.

O que o documento pede

De acordo com o texto obtido, a Fifa quer uma avaliação que englobe tanto a receita gerada pelo torneio quanto o impacto da mudança sobre todo o ecossistema do futebol – marcas, emissoras, públicos, empresas de mídia, federações, confederações, ligas, clubes e demais agentes do setor esportivo. O documento também pede que o estudo analise o mercado e as consequências da expansão.

Pelo cronograma do documento, a Fifa pretende receber propostas de agências até o dia 7 de agosto, com decisão da entidade prevista para 14 de agosto, e entrega da análise final marcada para 11 de setembro.

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Crise com as confederações

O avanço no tema da expansão ocorre em meio a um momento delicado para Infantino. A Uefa já confirmou que vai boicotar competições da Fifa, incluindo a próxima Copa do Mundo, caso o plano de venda de participação do torneio a investidores privados siga adiante.

A Concacaf, confederação da América do Norte e Central, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também se posicionaram formalmente contra a proposta. Mesmo assim, Infantino já sinalizou que continuará avançando com seus planos de mudanças estruturais no torneio.





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