Os casos de sífilis adquirida em Marília cresceram 37,38% até a 29ª semana epidemiológica de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam em boletim divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde, que também aponta aumento nas notificações entre gestantes e redução nos casos de sífilis congênita.
Ao todo, o município registrou 239 casos da doença nas três classificações monitoradas até a 29ª semana epidemiológica deste ano, contra 193 no mesmo período de 2025, um aumento geral de 23,83%.
Segundo a Secretaria da Saúde, os casos confirmados específicos de sífilis adquirida passaram de 107 em 2025 para 147 neste ano. Já entre as gestantes, as notificações aumentaram de 57 para 67 casos, crescimento de 17,54%. Conforme a pasta, o diagnóstico durante o pré-natal é fundamental para o início do tratamento e para reduzir o risco de transmissão da infecção ao bebê.
Em contrapartida, os registros de sífilis congênita caíram de 29 para 25 casos, redução de 13,79% na comparação entre os dois períodos. O boletim epidemiológico informa que, entre os casos registrados em 2026, 20 crianças nasceram vivas, houve dois casos de natimorto e três registros de aborto relacionados à infecção.
Os 239 novos registros contabilizados até 25 de julho representam 46 casos a mais do que os 193 notificados no mesmo período de 2025. Considerando os 206 dias transcorridos até o encerramento da 29ª semana epidemiológica, Marília registrou uma média de 1,16 novo caso de sífilis por dia neste ano.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais desprotegidas, mas também pode acontecer da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto, causando a sífilis congênita. A prevenção inclui o uso de preservativos, a realização de testes rápidos, especialmente durante o pré-natal, e o tratamento adequado das pessoas diagnosticadas e de seus parceiros sexuais.
Os dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde reforçam a importância das ações de prevenção, da realização de testes rápidos, do tratamento oportuno e do uso de preservativos para conter o avanço da doença.





