O Santos deixou escapar uma vitória importante na luta para se afastar da zona de rebaixamento ao empatar por 2 a 2 com a Chapecoense, neste sábado, na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de controlar o primeiro tempo e abrir o placar, o Peixe voltou desligado do intervalo, sofreu a virada diante do lanterna da competição e precisou de mais uma atuação decisiva de Neymar para evitar a derrota.
O camisa 10 marcou os dois gols da equipe e foi, mais uma vez, o principal destaque de um time que alternou bons e maus momentos.
Defesa desmorona após o intervalo
O sistema defensivo santista praticamente não sofreu na etapa inicial. Gabriel Brazão foi pouco exigido e não teve responsabilidade nos dois gols da Chapecoense, ambos originados por falhas coletivas da equipe.
Lucas Veríssimo fez um primeiro tempo tranquilo, controlando bem as investidas adversárias, mas, assim como toda a defesa, encontrou dificuldades quando a Chapecoense aumentou a intensidade após o intervalo. João Ananias também vinha fazendo uma partida segura até o lance que mudou sua atuação: ao tentar cortar o cruzamento de Bolasie, acabou desviando contra o próprio patrimônio e colocou os catarinenses em vantagem.
Pelas laterais, Escobar participou bem da construção ofensiva e apareceu com frequência no apoio, enquanto Igor Vinícius teve uma atuação abaixo do esperado. O lateral demorou para definir algumas jogadas, teve dificuldade de entrosamento com Rollheiser e acabou deixando o gramado sob vaias da torcida. A entrada de Gabriel Menino melhorou o setor, dando mais profundidade ofensiva e originando a jogada do pênalti sofrido por Caballero.
Final de jogo: Santos 2×2 Chapecoense. pic.twitter.com/0JBud86hWf
— Santos FC (@SantosFC) July 25, 2026
Meio perde intensidade; Neymar destoa
O meio-campo foi dominante durante boa parte do primeiro tempo, mas perdeu força na volta do intervalo. Willian Arão protegeu bem a defesa enquanto o Santos controlava a posse de bola, porém falhou ao permitir o cruzamento de Giovanni Augusto no lance do primeiro gol da Chapecoense.
Gabriel Bontempo deu mobilidade ao setor e participou da troca de passes que envolveu a marcação catarinense na etapa inicial. Entretanto, também teve participação negativa ao não acompanhar Marcinho no lance do empate.
Quem voltou a desequilibrar foi Neymar. Em sua primeira partida após a Copa do Mundo, o camisa 10 começou mais aberto pelo lado esquerdo, mas cresceu quando passou a circular por dentro. Marcou um belo gol após tabela com Barreal, chamou a responsabilidade durante toda a partida e, nos minutos finais, converteu com tranquilidade o pênalti que evitou uma derrota ainda mais frustrante na Vila Belmiro.
Barreal também merece destaque. O argentino participou diretamente do primeiro gol ao atrair a marcação e encontrar Neymar livre na área, além de ser uma das principais válvulas de escape pelo lado esquerdo durante boa parte do confronto.
Ataque produz pouco
Apesar de controlar a posse de bola por longos períodos, o ataque santista voltou a produzir menos do que poderia. Gabriel Barbosa teve dificuldade para encontrar espaços entre os zagueiros da Chapecoense e pouco participou das principais ações ofensivas da equipe.
Rollheiser foi mal. Jogando pela direita, errou muito do que tentou no primeiro tempo, parecia estar desconectado e deixou o campo substituído sem o carinho dos torcedores na Vila. A entrada de Gustavo Caballero mudou o cenário. O paraguaio deu velocidade ao lado direito, incomodou a defesa adversária e sofreu o pênalti convertido por Neymar, tornando-se um dos responsáveis por evitar a derrota santista.





