O técnico Dorival Júnior atribuiu a derrota do São Paulo por 2 a 1 para o Athletico-PR, nesta quarta-feira, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, a um “apagão” vivido pela equipe no início do segundo tempo no Estádio Cícero de Souza Marques. O treinador lamentou o curto período de desatenção que permitiu a virada do Furacão, mas evitou relacionar o resultado às turbulências políticas vividas pelo clube fora das quatro linhas.
“As soluções estão dentro do nosso elenco. Nós temos que resolver essa situação. Depois do primeiro tempo que nós fizemos, nós voltamos para a segunda etapa. Uma bola nos nossos pés, uma jogada de meio-campo, ela vai parar dentro do nosso gol praticamente. Então, nós participamos ativamente dos três gols que aconteceram. Essa foi a realidade”, afirmou em coletiva de imprensa no Estádio Cícero de Souza Marques.
O Tricolor fez um primeiro tempo consistente, abriu o placar com Artur e foi para o intervalo em vantagem. No entanto, voltou desligado para a etapa final e sofreu dois gols de Leozinho nos primeiros seis minutos, resultado que decretou a sexta partida consecutiva sem vitória da equipe no Brasileirão.
O treinador destacou que o desempenho apresentado nos 45 minutos iniciais foi exatamente o que vinha sendo trabalhado durante a intertemporada e classificou como difícil de explicar a queda brusca de rendimento após o intervalo.
“Cinco minutos desequilibraram por completo aquilo que a equipe fez durante todo o primeiro tempo. Jogando com equilíbrio, tranquilidade, tendo um amplo domínio da partida, saindo desde os pés do goleiro e criando situações. Às vezes, se torna até inexplicável tentar entender aquilo que se passou nos cinco minutos do nosso retorno. Foram fatais e cruciais para a definição do resultado”, completou.
Fim de jogo #SPFCxATH (1-2)
⚽ Artur pic.twitter.com/51ZXut4H08
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) July 23, 2026
Momento político influencia?
Durante a entrevista coletiva, Dorival também foi questionado sobre a influência do momento político vivido pelo São Paulo. Nas últimas semanas, o clube passou por mudanças em sua direção, cenário que gerou instabilidade nos bastidores. Apesar de reconhecer que esse tipo de situação não é benéfico, o treinador descartou utilizá-la como justificativa para o desempenho da equipe.
“Não é uma situação saudável, mas nós não podemos apontar uma situação como essa como a principal responsável por esse momento. Nós não temos esse direito”, disse.
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Na sequência, o comandante reforçou que o elenco precisa assumir a responsabilidade pela fase ruim e lembrou que o bom primeiro tempo mostrou que o trabalho realizado durante a pausa para a Copa do Mundo foi assimilado pelos jogadores.
“O que foi visto no primeiro tempo foi muito daquilo que foi desenvolvido. O jogo se resumiu a cinco minutos. Tivemos um apagão. Então, nós temos que assumir essa situação e não ficar apontando para nada e para ninguém. Que isso é saudável ao clube? Não, jamais. Nunca foi e nunca será”, afirmou.
Situação do São Paulo no Brasileirão
A derrota ampliou o momento de instabilidade vivido pela equipe comandada por Dorival Júnior. O São Paulo chegou ao sexto jogo consecutivo sem vencer no Campeonato Brasileiro, acumulando quatro derrotas e dois empates no período. Com o resultado, o Tricolor permaneceu com 25 pontos e caiu para a nona colocação na tabela, ficando mais distante do grupo de classificação para a próxima edição da Copa Libertadores.
Quando o São Paulo joga?
O São Paulo agora tenta virar a chave rapidamente para buscar a recuperação. O próximo compromisso da equipe será no domingo, às 18h30 (de Brasília), contra o Flamengo, no Maracanã, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.





