A Polícia Militar Ambiental atendeu a uma denúncia anônima na manhã desta terça-feira (21), que resultou no resgate de um cachorro em situação de maus-tratos no bairro Figueirinha, zona norte de Marília. O animal estava deitado, sem reação e apresentava um quadro de debilidade acentuada.
A ocorrência teve início por volta das 9h, quando os policiais militares ambientais se deslocaram até a residência. A equipe havia recebido um alerta no dia anterior, por meio do Sistema de Gestão Ambiental (Sigam), e, ao chegar ao local, teve a entrada franqueada pela moradora, uma promotora de vendas de 19 anos.
Durante a vistoria no imóvel, os policiais encontraram um cão de pelagem marrom, sem raça definida, que apresentava grande debilidade física. Diante da gravidade do quadro, um médico veterinário foi acionado para comparecer ao endereço.
Após a avaliação, o especialista atestou que o animal sofria maus-tratos em decorrência da falta de assistência clínica indispensável. O cachorro apresentava sintomas de uma doença grave, possivelmente cinomose, com indicação de estado crítico e baixa probabilidade de sobrevivência.
Questionada pelos policiais, a tutora confirmou a propriedade do animal e alegou que o cão havia adoecido repentinamente na véspera. Ela justificou a ausência de socorro pela falta de condições financeiras para arcar com os custos de um veterinário.
O cachorro foi imediatamente recolhido por uma equipe para receber tratamento. A perícia criminal também foi acionada para analisar o local dos fatos. A ocorrência foi apresentada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como crime consumado de abuso contra animais.
Apesar da gravidade do quadro de saúde do cachorro, a autoridade policial decidiu não lavrar prisão em flagrante. Em sua decisão, o delegado ponderou que o ambiente estava limpo, havia disponibilidade de água, alimentação e abrigo em um sofá, e não foram identificados indícios de crueldade deliberada ou abandono absoluto.
Foi elaborado um boletim de ocorrência para fins de investigação. Segundo o registro, a conduta omissiva demanda apuração mais aprofundada, especialmente para verificar a alegação de hipossuficiência financeira da investigada.





