A Prefeitura de Assis exonerou mais dois ocupantes de cargos de chefia citados nas investigações da Operação Veritas Vincit, conduzida pela Polícia Civil, que apura um suposto plano para intimidar e atentar contra a vida do vereador Fernando Sirchia (PDT). A exoneração de Matheus Henrique da Cunha Felício e Wagner Fernando Eugênio Binati foi publicada em portaria oficial na noite desta segunda-feira (13), após ambos prestarem depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Segundo a Prefeitura de Assis, os dois permanecem como servidores efetivos do município, mas deixaram as funções de confiança que exerciam na administração e, por isso, deixam de receber a remuneração adicional correspondente aos cargos de chefia.
A medida foi adotada após a segunda fase da Operação Veritas Vincit, que resultou na prisão temporária do então secretário municipal de Planejamento, Obras e Serviços, Leandro Gabrigna. Ele foi detido na segunda-feira, passou por audiência de custódia nesta terça-feira (14) e permaneceu preso à disposição da Justiça.

Operação policial prendeu secretário
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam indícios de que integrantes do alto escalão da administração municipal teriam participado da articulação, do planejamento e da contratação de pessoas para a prática do crime contra o parlamentar. A apuração busca esclarecer se a estrutura pública e a influência política de secretários e diretores foram utilizadas para intermediar a ação.
O caso teve início em 23 de março deste ano, quando Fernando Sirchia foi rendido por um homem armado dentro da própria residência. Conforme a investigação, durante a ação o autor subtraiu o telefone celular do vereador e fez ameaças de morte contra ele e sua esposa, determinando que o parlamentar “ficasse de boca fechada” e deixasse de ser “X9” (delator).
Segundo a Polícia Civil, o caso deixou de ser tratado como um roubo isolado após o avanço das investigações. A corporação afirma que os elementos reunidos indicam, em tese, uma possível motivação político-administrativa, envolvendo pessoas ligadas ao alto escalão da Prefeitura de Assis.
A primeira fase da Operação Veritas Vincit foi realizada em 7 de julho, na capital paulista, com o cumprimento de dois mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Na ocasião, foram apreendidos vestimentas e aparelhos celulares encaminhados para perícia.

Na segunda fase, deflagrada na segunda-feira, os policiais cumpriram mais dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em Assis, incluindo um na Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços, onde celulares e outros materiais foram recolhidos para análise pericial.
Polícia cumpre novas prisões em investigação
Nesta terça-feira (14), a Polícia Civil deflagrou a terceira fase da operação e cumpriu mais dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão. Segundo a corporação, a investigação trabalha com a hipótese de que o roubo tenha sido motivado por denúncias públicas feitas pelo vereador sobre supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços.
Ao todo, a Operação Veritas Vincit já cumpriu seis mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. As diligências prosseguem com a análise do material apreendido para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar eventuais coautores, participantes e beneficiários da ação criminosa, além de apurar as responsabilidades penais.
O Marília Notícia mantém espaço aberto para manifestação das defesas dos servidores citados, do ex-secretário Leandro Gabrigna e dos demais investigados sobre as acusações e o andamento das investigações.





