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Manifesto de economistas pede ação contra impacto social da AI

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We must act now.

Esta é a mensagem central e o título de uma carta divulgada hoje, com a assinatura de mais de 200 acadêmicos – incluindo 15 laureados com o Nobel de Economia – e líderes da indústria de tecnologia, conclamando por uma ação coordenada para enfrentar as transformações na economia causadas pela rápida adoção da inteligência artificial.

 “A AI pode se tornar radicalmente mais poderosa nos próximos 10 anos,” afirma o texto, podendo “impulsionar uma transformação sem precedentes em nossa economia – maior do que a Revolução Industrial, porém ocorrendo em um intervalo de tempo muito mais curto.”

O manifesto pede que uma ação coordenada para “compreender os aspectos econômicos da AI” ​​e “criar instituições e mecanismos de salvaguarda para direcionar a AI de modo que ela complemente os seres humanos e beneficie a sociedade.”

Entre os prêmios Nobel de Economia que assinam a carta estão Alvin Roth, Daron Acemoglu, Joseph Stiglitz, Paul Krugman, Paul Milgrom, Philippe Aghion e Simon Johnson. O documento teve o apoio também de nomes influentes de diferentes correntes, entre eles Eric Schmidt, Ben Bernanke, Niall Ferguson , Vinod Khosla, Reid Hoffman e Tyler Cowen – além de diversos outros acadêmicos, executivos e investidores da indústria de tecnologia.

Erik Brynjolfsson, professor de Stanford e um dos organizadores do manifesto, afirmou que as capacidades da AI estão progredindo numa velocidade muito maior do que “nossa compreensão de suas implicações econômicas.”

“Precisamos agir agora para orientar a AI a complementar os seres humanos, em vez de simplesmente imitá-los – e para que ela gere prosperidade para muitos, não apenas para poucos,” disse o economista.

Segundo Acemoglu, professor do MIT, ainda há dúvidas se “veremos os ganhos de produtividade expressivos” previstos pelos insiders do Vale do Silício.

Daron Acemoglu

“No entanto, uma AI mais poderosa pode (reitero: não há certeza, é apenas uma possibilidade) levar a um deslocamento significativo de mão de obra,” disse o economista em post no X. “Esse é um grande risco econômico e social.”

Acemoglu reiterou a sua opinião de que uma “boa AI” deve complementar os humanos e “isso exige uma mudança de rumo, pois o foco atual da inteligência artificial geral é – na prática, embora não no nome – uma agenda para substituir os humanos. Direcionar a AI deve ser, portanto, uma prioridade absoluta.”

A seguir, a íntegra da carta.

Precisamos agir agora

Uma declaração sobre a transformação da economia pela AI

  1. A AI pode se tornar radicalmente mais poderosa nos próximos 10 anos.
  2. Isso poderá impulsionar uma transformação sem precedentes em nossa economia – maior do que a Revolução Industrial, porém ocorrendo em um intervalo de tempo muito mais curto. Essa mudança poderá trazer riscos, como o deslocamento de mão de obra em larga escala, bem como oportunidades, como ganhos significativos nos padrões de vida.
  3. Economistas, formuladores de políticas e líderes de tecnologia precisam agir agora para compreender os aspectos econômicos da AI ​​transformadora e para criar instituições e mecanismos de salvaguarda para direcionar a AI de modo que ela complemente os seres humanos e beneficie a sociedade.




Giuliano Guandalini






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