A rede de atendimento policial especializado a mulheres em situação de violência em São Paulo passou de 202 para 364 espaços desde 2022, um crescimento de 80%. O salto foi puxado pelas Salas DDM, ambientes especializados instalados dentro de plantões policiais comuns, que mais que triplicaram no período.
Hoje o estado tem 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 220 Salas DDM. Em 2022, eram 140 delegacias e 62 salas.
O atendimento às mulheres fora das delegacias também foi reforçado. Em maio, logo após a nomeação da primeira mulher como comandante-geral da história da Polícia Militar, o governo anunciou o pacote “SP por Todas Mais Seguras”.
O pacote reúne três frentes:
- a Patrulha SP Mulher Segura, a primeira ronda da Polícia Militar voltada só à proteção de mulheres, com meta de mais de 100 viaturas até o fim de 2026;
- os Espaços Lilás, 40 unidades que serão instaladas em batalhões para fazer busca ativa, procurando mulheres que ligaram para o 190 mas não registraram ocorrência;
- o aplicativo SP Mulher Segura, com novas funções de acionamento e acolhimento.
LEIA TAMBÉM: São Paulo atinge recordes históricos na segurança pública com queda de roubos e menor taxa de homicídios do país
Rede de proteção
A expansão da rede de proteção à mulher foi impulsionada pela inauguração de Salas DDM, que mais que triplicaram desde 2022 (de 62 para 220). Estes espaços operam em delegacias comuns, onde oferecem ambiente específico para acolher vítimas de violência de gênero.
Por videoconferência, a vítima é atendida por policiais especializados da Sala DDM. O objetivo é aproximar o atendimento especializado de quem mora longe das delegacias dedicadas. Com as salas, o registro da ocorrência e o pedido de medida protetiva podem ser feitos no plantão mais próximo.
Foram 158 Salas DDM instaladas desde 2023: 15 naquele ano, 76 em 2024, 18 em 2025 e 49 em 2026.
As DDMs físicas passaram de 140 para 144 no período, com quatro novas unidades, em Paulínia, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha e Atibaia. Das 144 delegacias, 19 funcionam 24 horas: sete na capital, duas na Grande São Paulo e dez no interior.
“Nosso compromisso é garantir que toda mulher saiba que não está sozinha e tenha acesso rápido aos serviços de proteção. Ao ampliar essa rede em todo o estado, aproximamos o atendimento da população, fortalecemos o acolhimento e estimulamos a denúncia, que é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência”, afirma o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
Como pedir ajuda pelo celular?
Além de delegacias, as vítimas podem denunciar por meio do aplicativo SP Mulher Segura, que permite acionar a polícia e registrar ocorrências pelo telefone. Até junho de 2026, eram 73,2 mil usuárias ativas e 17,9 mil acionamentos do botão do pânico, quase um por hora. Quando o botão é acionado, o sistema gera uma ocorrência no Centro de Operações da PM e uma viatura é enviada pela geolocalização.
A usuária também pode cadastrar um contato de emergência, uma pessoa de confiança da sua rede de apoio. Depois que a situação é controlada, a Cabine Lilás entra em contato com essa pessoa para reforçar o apoio à vítima.
Violência contra a mulher
O Governo do Estado atua no enfrentamento da violência contra a mulher de forma transversal, com integração intersecretarial coordenada pela Secretaria de Políticas para a Mulher. As ações estão reunidas no movimento SP por Todas, lançado em março de 2024, que integra iniciativas em segurança, saúde, autonomia econômica e acolhimento.
Entre os instrumentos da rede está o aplicativo SP Mulher Segura, com botão de pânico vinculado ao monitoramento eletrônico de agressores por tornozeleira, política iniciada em setembro de 2023 em parceria com o Tribunal de Justiça que já acompanhou mais de 1,2 mil homens com medida protetiva e levou à prisão de 136 por descumprimento.
No fim de abril, a coronel Glauce Anselmo Cavalli assumiu o comando-geral da Polícia Militar paulista, na Academia do Barro Branco, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto em quase 200 anos da corporação.
SP Por Todas
SP Por Todas é o movimento do Governo do Estado de São Paulo que reúne as políticas públicas voltadas às mulheres, com foco em proteção, acolhimento e promoção da autonomia econômica e profissional em todo o estado. A iniciativa articula secretarias e forças de segurança para enfrentar a violência de gênero e aproximar os serviços da população.
Integram a rede as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e as Salas DDM, instaladas em plantões policiais para atendimento especializado; a Cabine Lilás, no centro de operações da Polícia Militar; as Casas da Mulher Paulista; a Patrulha SP Mulher Segura, primeira ronda da PM dedicada à proteção de mulheres; e o aplicativo SP Mulher Segura, com botão do pânico. Em 2026, o programa foi reforçado pelo pacote SP por Todas Mais Seguras.





