A classificação veio com sofrimento, mas também deixou claro quem assumiu o protagonismo da Seleção Brasileira. Na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, nesta segunda-feira, Bruno Guimarães foi o grande maestro da reação brasileira, enquanto Gabriel Martinelli saiu do banco para decidir a partida nos acréscimos. Do outro lado, Lucas Paquetá teve atuação apagada e ainda deixou o gramado lesionado.
Bruno Guimarães: o dono do meio-campo
Mais uma vez, Bruno Guimarães foi o principal jogador do Brasil. O camisa 8 participou da construção ofensiva desde os primeiros minutos, apareceu para finalizar, distribuiu o jogo com qualidade e nunca deixou de pedir a bola, mesmo quando a equipe encontrava dificuldades para furar a retranca japonesa.
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Na etapa final, assumiu de vez o comando das ações. Além de criar diversas jogadas, foi dele o passe preciso que encontrou Gabriel Martinelli livre dentro da área para marcar o gol da classificação aos 50 minutos. Inteligente, intenso e decisivo, confirmou o excelente momento vivido nesta Copa do Mundo.
Martinelli muda o jogo
Se Bruno comandou a reação, Martinelli foi o responsável por concluir a missão. Acionado por Carlo Ancelotti durante o segundo tempo, entrou com muita intensidade, movimentação e velocidade pelos lados do campo.
Além de abrir espaços para Vinícius Júnior atacar com mais liberdade, apareceu constantemente dentro da área e foi premiado nos acréscimos ao aproveitar assistência de Bruno Guimarães para marcar o gol que colocou o Brasil nas oitavas de final.
Rayan aproveita nova oportunidade
Depois de boas atuações na fase de grupos, Rayan voltou a justificar a confiança de Ancelotti. O jovem atacante foi um dos jogadores mais participativos da equipe, principalmente na etapa final, quando passou a atacar com mais profundidade.
Incansável na recomposição defensiva e bastante agressivo no um contra um, participou diretamente da pressão brasileira sobre o Japão e ajudou a desgastar a defesa adversária durante todo o segundo tempo.
Zaga segura e Gabriel Magalhães decisivo
Mesmo sofrendo o gol japonês, a dupla formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães fez uma partida segura. Os dois venceram praticamente todos os duelos aéreos e impediram que o Japão criasse novas oportunidades após abrir o placar.
Gabriel Magalhães ainda foi decisivo ofensivamente ao encontrar um cruzamento perfeito para Casemiro marcar, de cabeça, o gol de empate que recolocou o Brasil no jogo.
Casemiro: entre erros e redenção
Casemiro viveu uma partida de altos e baixos. No primeiro tempo, teve dificuldades na marcação, recebeu cartão amarelo cedo e foi facilmente superado no lance do gol japonês.
Na etapa final, porém, apareceu como um verdadeiro centroavante para empatar o confronto de cabeça. Pouco depois, acabou deixando o gramado com dores musculares, mas saiu como um dos personagens da classificação.
SIMPLESMENTE CASÃO! 5️⃣🇧🇷 pic.twitter.com/LUAhOaO9F3
— brasil (@CBF_Futebol) June 29, 2026
Paquetá faz sua pior atuação na Copa
Quem ficou devendo foi Lucas Paquetá. O meia encontrou muitas dificuldades para criar diante da forte marcação japonesa, errou passes importantes e praticamente não conseguiu acelerar a circulação de bola brasileira.
Para piorar, sentiu um problema muscular ainda no primeiro tempo e foi substituído no intervalo por Endrick, encerrando uma atuação bastante abaixo do esperado.
Vini participa, mas não decide
Depois de ser o principal nome da fase de grupos, Vinícius Júnior teve atuação discreta. O camisa 7 encontrou marcação dupla durante boa parte da partida e teve dificuldades para desequilibrar.
Ainda assim, quase marcou um golaço no segundo tempo, quando passou por Tomiyasu e acertou a trave. Mesmo sem balançar as redes, cresceu após a entrada de Martinelli e participou da pressão que culminou na virada brasileira.
Ancelotti acerta nas mudanças
Se o primeiro tempo expôs dificuldades do Brasil para atacar uma defesa fechada, Carlo Ancelotti conseguiu corrigir o time no intervalo e durante a segunda etapa. As entradas de Endrick e, principalmente, de Gabriel Martinelli deram mais intensidade ao ataque e mudaram completamente o panorama da partida.
O treinador também alterou a forma de atacar, apostando mais nas jogadas pelos lados e nos cruzamentos para a área, estratégia que resultou nos dois gols da vitória e garantiu a classificação brasileira às oitavas de final.





