O atacante e astro da seleção dos Estados Unidos, Christian Pulisic, confirmou nesta quarta-feira que se recuperou da lesão na panturrilha que o deixou de fora da partida contra a Austrália, garantindo que a equipe anfitriã buscará uma terceira vitória consecutiva contra a Turquia para manter o embalo rumo à fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
A equipe comandada pelo argentino Mauricio Pochettino já garantiu a liderança do Grupo D com uma rodada de antecedência, enquanto a Turquia chega ao jogo de quinta-feira, em Los Angeles, sem chances de classificação, o que significa que a partida tem pouca relevância em termos competitivos para as duas seleções.
No entanto, Pulisic, peça-chave e referência ofensiva da seleção americana, disse à AFP que mais um triunfo em casa diante da torcida aumentaria a confiança para o duelo da segunda fase, na próxima quarta-feira, em Santa Clara, contra um adversário ainda a ser definido.
“Chegar à fase de mata-mata com uma vitória certamente dará uma sensação melhor, então vamos a campo para conquistá-la”, disse ele. “É uma oportunidade incrível… Não é que a gente precise vencer, mas é um jogo de Copa do Mundo, e todos nós queremos dar o nosso melhor e ter uma boa atuação”.
Detalhes da lesão
Pulisic não joga desde o intervalo da partida de estreia, uma vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai, após sofrer uma lesão causada por uma pancada durante um treino, alguns dias antes.
Agora de volta aos treinos com o restante do elenco, o atacante deu mais detalhes sobre a lesão, embora ainda não tenha revelado qual companheiro de equipe a causou acidentalmente.
“Levei uma pancada forte na panturrilha alguns dias antes do jogo. Me senti bem durante o primeiro tempo, depois comecei a sentir um pouco de incômodo, e acho que a adrenalina certamente me permitiu continuar”, explicou.
“Acho que foi uma contusão feia, uma lesão muscular, chame como quiser… Agora está bem melhor”.
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Possível retorno contra a Turquia
Apesar de ter recuperado a forma física, não há garantia de que ele jogará contra os turcos.
Pochettino indicou nesta quarta-feira que faria alterações na equipe, afirmando que a seleção americana conseguiu, “através dos nossos resultados e desempenho, a oportunidade de gerir melhor as coisas e chegar à próxima fase em melhores condições”.
Pulisic está “à disposição” e “temos de decidir se ele pode começar jogando ou ficar no banco e, talvez, ter a chance de atuar no segundo tempo”, ressaltou o treinador.
O argentino também acrescentou que seria “desnecessário correr riscos” ao escalar jogadores já pendurados com um cartão amarelo, que desfalcariam a equipe na próxima partida caso recebessem outro.
Momento positivo da seleção
Pulisic admitiu que foi “emocionalmente difícil” acompanhar as partidas de fora, embora tenha ressaltado que seus companheiros de equipe tornaram a situação “muito mais fácil” graças à vitória convincente por 2 a 0 sobre a Austrália, em Seattle, na última sexta-feira.
Vencer as duas primeiras partidas da fase de grupos, um feito alcançado pela primeira vez desde 1930, ajudou a aumentar o entusiasmo de uma torcida cujo interesse pelo futebol continua a crescer, ainda que muitas vezes dependa dos resultados da seleção.
Os Estados Unidos não se classificam para as quartas de final da Copa do Mundo desde 2002, mas o início sólido neste torneio, após anos de irregularidade, alimentou as esperanças de uma atuação de destaque como país-sede.
*Por AFP





