Marília – Um levantamento da Polícia Militar Ambiental mostra que posse irregular de aves representa 90% dos casos de apreensões no Estado, bem como resgate de 333 delas em Marília.
O número da cidade supera casos de apreensões em Bauru ou Presidente Prudente, mas fica abaixo dos casos de Araçatuba.
Na região, Garça apresenta números com a mesma expressão (veja detalhes em gráficos no final do texto).
Os números envolvem ações entre janeiro de 2023 a abril deste ano e apreensão de 43 mil animais silvestres nas diferentes ações da corporação.
Ao todo, foram 488 espécies registradas entre as apreensões. Os cerca de 10% que não são aves incluem répteis (jabutis, jacarés e serpentes) e mamíferos silvestres (de saguis a jaguatiricas).
Há ainda casos isolados de espécies criticamente ameaçadas, como uma onça-pintada e três tamanduás-bandeira. A lista mostra, inclusive, espécies não-nativas, como o gato-da-areia (do norte da África) e o gato-de-patas-negras (do sul do continente).
Cerca de 80% das aves apreendidas são consideradas de canto, característica que atrai traficantes e compradores. Assim, cria mercado que financia operações criminosas.
“Uma ave da espécie trinca-ferro chega a ter valores agregados de R$ 200 mil ou R$ 300 mil”, afirma o 2º tenente PM Henri. “O tráfico de animais silvestres movimenta muito dinheiro dentro do crime organizado.”
O relatório “Wildlife Trafficking in Brazil” (Tráfico de Fauna Silvestre no Brasil), já mostrou aves como 80% dos animais silvestres apreendidos entre 2012 e 2019. Curió, bicudo, azulão, coleiro e trinca-ferro aparecem com destaque.
O levantamento da Polícia Ambiental mostra casos nas diferentes cidades com operações de apreensão, confira alguns dos números nas imagens abaixo.





