A vitória por 3 a 0 sobre o Haiti cumpriu sua função primordial: recolocar o Brasil nos trilhos após o empate na estreia e encaminhar a classificação à próxima fase da Copa do Mundo. O desempenho da equipe de Carlo Ancelotti, no entanto, apesar de seguro, ainda não empolgou.
O primeiro tempo mostrou uma Seleção mais solta e eficiente. Com mobilidade no ataque e intensidade na pressão, o Brasil conseguiu controlar o jogo e construir o placar com relativa tranquilidade. Vinicius Júnior e Matheus Cunha se destacaram como protagonistas da equipe, participando diretamente dos três gols e oferecendo dinâmica ao setor ofensivo.
Matheus Cunha, em especial, deu argumentos fortes para se firmar como titular. Mais móvel e participativo que Igor Thiago, o camisa 9 mostrou capacidade de infiltração e leitura de jogo, características que ajudaram a desmontar a defesa adversária. Sua atuação reforça a impressão de que, neste momento, está mais preparado para liderar o ataque da Seleção.
Apesar da vantagem construída antes do intervalo, o Brasil reduziu consideravelmente o ritmo no segundo tempo. A equipe adotou uma postura mais conservadora, priorizando a manutenção do resultado em vez de buscar ampliar o placar. Esse comportamento, embora compreensível em um contexto de torneio curto, impediu o time de explorar uma fragilidade evidente do adversário.
A queda de intensidade também expôs uma limitação coletiva: a dificuldade em manter o padrão de jogo ao longo dos 90 minutos. Para uma equipe que almeja chegar longe no Mundial, a consistência será fundamental, principalmente diante de adversários mais qualificados do que o Haiti.
Outro ponto de atenção é a situação de Raphinha. O atacante começou bem, participativo e incisivo, mas deixou o campo com dores, o que pode abrir espaço para alternativas no elenco. A eventual ausência do jogador cria cenário para maior protagonismo de nomes como Rayan e Endrick, que ainda buscam afirmação na competição.
Por fim, a iminente volta de Neymar adiciona um novo elemento ao time. A tendência é que o camisa 10 seja reintegrado ao grupo e comece no banco contra a Escócia. A forma como Ancelotti encaixará o principal nome da Seleção em uma equipe que começa a ganhar forma será determinante para o equilíbrio do time no mata-mata.
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Situação do Brasil no grupo
O resultado deixa o Brasil na primeira posição do Grupo C e muito perto da classificação à próxima fase do Mundial. A Seleção possui quatro pontos, mesma pontuação do segundo colocado Marrocos, mas leva vantagem no quesito saldo de gols.
Próximo jogo do Brasil na Copa
- Escócia x Brasil (3ª rodada da fase de grupos)
- Data e horário: 24/06 (quarta-feira), às 19h (de Brasília)
- Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)





