Um caso de violência doméstica, com suspeita de crime contra a dignidade sexual, mobilizou a Polícia Militar na noite desta quarta-feira (17), em Júlio Mesquita. Um trabalhador rural, de 40 anos, foi preso em flagrante sob acusação de estupro, lesão corporal e ameaça. A vítima é a própria companheira, que também atua no campo.
O caso é investigado sob sigilo para preservar a vítima e seus familiares. O Marília Notícia apurou que os policiais militares foram acionados por volta das 21h, após um vizinho ouvir gritos de socorro vindos de uma residência na região central da cidade.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a mulher abalada emocionalmente. Segundo o relato prestado à polícia, o casal teria iniciado uma discussão e, em seguida, o companheiro passou a agredi-la.
A vítima relatou ter tido os cabelos puxados e ter sido atingida por socos na cabeça. Ela também teria sido golpeada com uma pedra na região do crânio. Conforme o registro policial, a mulher apresentava lesões nas partes frontal e posterior da cabeça, indicativas de agressões com potencial para provocar ferimentos graves.
Além das agressões físicas, a vítima denunciou que era obrigada a manter relações sexuais sem consentimento em episódios recorrentes, situação que lhe causava medo, constrangimento e traumas emocionais.
O suspeito foi localizado na residência durante a ação policial. Inicialmente, negou as acusações, mas posteriormente teria admitido as agressões. Sobre a denúncia de violência sexual, preferiu permanecer em silêncio.
De acordo com a polícia, as ameaças não cessaram após a prisão. Durante o trajeto até a delegacia, o homem teria mantido o comportamento agressivo. Na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante.
A conversão da prisão em flagrante em preventiva já foi solicitada pela Polícia Civil. O trabalhador rural permanece preso à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.
Como denunciar
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 190, da Polícia Militar, em situações de emergência. Também é possível buscar orientação e registrar denúncias por meio do Disque 180, serviço nacional de atendimento às mulheres em situação de violência.





