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o que a alimentação tem a ver com isso? • Marília Notícia

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Nutricionista Natália Thomé é especialista em nutrição clínica e saúde da mulher (Foto: Divulgação)

Muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que o principal problema é a insônia. Mas, quando investigamos melhor, percebemos que a queixa vai muito além disso.

Elas relatam um padrão muito específico: conseguem pegar no sono, mas despertam entre 2h e 4h da manhã, frequentemente acompanhadas de calor, ansiedade, pensamentos acelerados ou a sensação de que o cérebro simplesmente ‘ligou’.

E a maioria acredita que isso é apenas consequência da rotina agitada.

Mas nem sempre é.

A partir dos 40 anos, as oscilações hormonais, associadas a alterações metabólicas e nutricionais, podem tornar o organismo mais sensível durante a madrugada.

Um dos fatores que observo com frequência é a desorganização da alimentação ao longo do dia. Muitas mulheres passam horas sem comer, pulam refeições ou fazem jantares muito leves acreditando que isso ajudará no emagrecimento.

O resultado pode ser justamente o contrário.

Durante a madrugada, o organismo pode responder com uma maior liberação de hormônios relacionados ao estresse, como o cortisol, favorecendo despertares noturnos, piora da qualidade do sono e aumento da fadiga no dia seguinte.

Além disso, algumas deficiências nutricionais merecem atenção especial, como:

  • Magnésio, importante para o relaxamento muscular e o sistema nervoso;
  • Ômega-3, que auxilia no equilíbrio dos processos inflamatórios;
  • Vitamina D, essencial para diversas funções metabólicas;
  • Proteínas, fundamentais para a manutenção da massa muscular e da saciedade.

Outro ponto que merece destaque é o excesso de cafeína, o consumo frequente de álcool e a ingestão elevada de alimentos ultraprocessados, que podem agravar ainda mais esses sintomas.

Mas existe algo que considero ainda mais importante: o despertar noturno não deve ser tratado como algo normal do envelhecimento feminino.

Ele é um sinal de que o organismo está pedindo atenção.

No consultório, o objetivo não é apenas fazer a mulher dormir melhor. É investigar o que está por trás desse sintoma e construir uma estratégia nutricional individualizada que devolva energia, disposição e qualidade de vida.

Porque dormir mal não afeta apenas o descanso. Afeta a fome, a saciedade, o humor, a memória, a composição corporal e a saúde hormonal.

A pergunta é: quantas vezes você normalizou um sintoma que, na verdade, merece ser investigado?

Mais informações podem ser obtidas com a nutricionista Natália Thomé na Clínica Teinei, na rua Coroas, 134, pelos telefones (14) 9 9855-8213 e (14) 9 8127-0733.

***

Natália Thomé é nutricionista especialista em nutrição integrativa e saúde da mulher (CRN-SP 58451)





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