O técnico do Canadá, o americano Jesse Marsch, declarou nesta quinta-feira que a oportunidade de comandar a equipe em uma Copa do Mundo como país-sede foi o motivo pelo qual aceitou o cargo, um dia antes da partida dos ‘Canucks’ contra a Bósnia, pela primeira rodada do Grupo B.
“Se você faz disso a sua profissão, este é o lugar onde quer estar”, disse o treinador em entrevista coletiva no BMO Field, em Toronto, estádio que receberá seis jogos do Mundial de 2026.
“Vim para cá para comandá-los na Copa do Mundo, certo? Em uma Copa do Mundo em casa. Eu queria essa responsabilidade”, observou.
“Adoro estar naquele banco de reservas quando o estádio está lotado, a pressão é máxima e todo mundo acha que você é um idiota”, acrescentou Marsch.
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O ex-jogador da seleção dos Estados Unidos havia sido cotado para assumir o comando técnico de seu próprio país após ser demitido pelo Leeds em 2023.
Em vez disso, acabou indo ao norte da fronteira, com a chance de conquistar a primeira vitória do Canadá na história das Copas do Mundo.
O Canadá já havia se classificado para dois Mundiais, em 1986 e 2022, mas perdeu todas as seis partidas que disputou.
As expectativas são maiores este ano, com um elenco que conta com vários jogadores atuando nas principais ligas europeias.
No entanto, Marsch confirmou que o destaque da seleção canadense, o astro do Bayern de Munique Alphonso Davies, continua indisponível para a partida contra a Bósnia.
“Fizemos uma ressonância magnética nele ontem. Os resultados mostraram sinais muito positivos de que ele está se recuperando incrivelmente bem”, disse Marsch.
Stephen Eustáquio usará a braçadeira de capitão da equipe da casa na primeira partida de uma Copa do Mundo realizada no Canadá.
“É um sonho realizado”, disse Eustáquio, que joga pelo Los Angeles FC, da MLS.
Adversário complicado
A Bósnia derrotou a Itália para se classificar para seu segundo Mundial, e seu técnico, Sergej Barbarez, afirmou que a equipe tem bastante experiência enfrentando seleções mais bem ranqueadas.
“É claro que entramos aqui como azarões”, disse Barbarez, acrescentando: “O caminho [até o torneio] não foi nada fácil”.
No entanto, ele ressaltou que há limites para a capacidade de sua equipe de surpreender os adversários.
“Adoro essa dinâmica de Davi contra Golias. Mas, com o tempo, o mundo acaba conhecendo você”.
Com conteúdo da AFP*





