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Demanda por ração para aves sustenta estabilidade do mercado europeu em 2026 Agrimidia

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A produção de ração animal na União Europeia mantém trajetória de estabilidade em 2026, sustentada principalmente pela expansão do segmento avícola. Mesmo diante de desafios sanitários e econômicos, o aumento da demanda por proteína de aves impulsiona o setor, enquanto a suinocultura segue pressionada por fatores estruturais e sanitários.

De acordo com a Federação Europeia dos Fabricantes de Alimentos Compostos, a produção total de ração industrial na UE-27 deve alcançar 152 milhões de toneladas, com leve recuo de 0,06% em relação ao ano anterior. O cenário reflete um equilíbrio entre segmentos, marcado por crescimento moderado na avicultura e retração na produção destinada aos suínos.

A volatilidade do mercado permanece como fator determinante em 2026. A combinação de crise energética, custos elevados de fertilizantes e incertezas regulatórias, como as regras relacionadas ao desmatamento, segue impactando o desempenho do setor. Ainda assim, a indústria demonstra capacidade de adaptação diante das pressões econômicas, ambientais e sanitárias.

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Avicultura

O segmento de ração para aves apresenta crescimento estimado de 1,2%, alcançando 51,6 milhões de toneladas. A expansão ocorre mesmo com os impactos recorrentes da gripe aviária em diferentes regiões do continente. Países como Espanha e Alemanha lideram o avanço, com altas de 2% e 3,8%, respectivamente.

Outros mercados relevantes também registram desempenho positivo. A França projeta crescimento de 1,5%, chegando a 8,25 milhões de toneladas, enquanto a Polônia deve avançar 3%, atingindo 7,46 milhões de toneladas. A Áustria acompanha essa tendência, ao passo que outros países mantêm estabilidade ou apresentam leves aumentos.

Suinocultura

Na contramão da avicultura, a produção de ração para suínos segue em queda e deve atingir 48,5 milhões de toneladas, redução de 1,3% em 2026. A persistência da peste suína africana continua impactando o setor, além do endurecimento de normas ambientais em alguns países.

Os Países Baixos registram a retração mais acentuada, com queda de 10%, influenciada por exigências ambientais mais rigorosas. A Espanha, maior produtora do bloco, deve manter estabilidade em 13,1 milhões de toneladas, ainda assim abaixo do volume do ano anterior. Alemanha, França e Irlanda também projetam recuos.

Em contrapartida, alguns mercados apresentam crescimento, como República Checa, Polônia e Hungria, indicando um cenário heterogêneo dentro do bloco europeu.

Fonte: Food Agribusiness



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