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Estado demite delegado mariliense denunciado por morte em rodeio • Marília Notícia

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Ex-delegado, à época dos fatos, respondia pelo distrito de Getulina (Foto: Divulgação)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou a demissão a bem do serviço público do delegado de Polícia Civil Vinícius Martinez, denunciado pela morte da adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, durante a Festa do Peão de Promissão, em agosto de 2024.

A decisão foi publicada na edição desta segunda-feira (8) do Diário Oficial do Estado (DOE), após a conclusão de processo administrativo disciplinar instaurado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). No despacho, o governo estadual julgou procedentes as acusações formuladas contra o policial e aplicou a penalidade máxima prevista na legislação que rege os servidores da Polícia Civil.

Nascido em Marília, o ex-servidor mora atualmente em Assis. Ele estava lotado na Delegacia Seccional de Ourinhos, onde atuava em um distrito policial e também como plantonista da Central de Polícia Judiciária.

Katrina morreu após ser atingida por disparo de arma de fogo no pescoço, na saída de rodeio em Promissão (Foto: Redes Sociais)

A demissão ocorre poucos dias após a prisão do pai de Katrina, Francisco Romera Junior, durante uma manifestação realizada em Assis. Na ocasião, ele distribuía panfletos com críticas ao delegado e cobrava celeridade no julgamento do caso.

Francisco foi detido por supostos crimes contra a honra e perseguição, mas acabou colocado em liberdade pela Justiça após audiência de custódia.

Morte em rodeio

Katrina morreu na madrugada de 4 de agosto de 2024, durante a Festa do Peão de Promissão. À época, Vinícius Martinez era delegado titular em Getulina e também atuava em Lins como substituto.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), o delegado estava na festa e efetuou disparos de arma de fogo nas proximidades do evento. Um dos tiros atingiu a adolescente no pescoço.

A Promotoria denunciou Martinez por homicídio com dolo eventual, sob o entendimento de que ele assumiu o risco de produzir o resultado ao efetuar disparos em um local com grande circulação de pessoas. O processo criminal segue em tramitação na Justiça.

A defesa nega a prática de crime e sustenta que o policial atuava em uma ocorrência, após um homem supostamente desacatar policiais militares e fugir do local.

Até então, Martinez — que chegou a ser preso em flagrante — respondia ao processo em liberdade e permanecia vinculado à Polícia Civil. Com a publicação do despacho do governador, ele perde o cargo público em decorrência da conclusão do procedimento administrativo.

No documento oficial, o Governo do Estado informa que a decisão considerou o posicionamento da Secretaria da Segurança Pública e o parecer da Assessoria Jurídica do Governo, que apontaram a procedência das acusações administrativas formuladas contra o delegado.

A defesa de Vinícius Martinez atuou no processo administrativo e poderá recorrer da decisão. Paralelamente, o caso continua em tramitação na esfera criminal e deverá ser analisado pelo Tribunal do Júri.





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