Isso significa que o gasto em uma ferramenta não influencia o orçamento de outra. Os limites, instituídos nos últimos meses, valem apenas para softwares de codificação agêntica, como o Cursor ou o Claude Code, da Anthropic.
Cada funcionário tem um painel onde pode acompanhar o uso entre as várias ferramentas. A empresa também implementou um processo pelo qual indivíduos podem pedir permissão para ultrapassar o teto normal.
“Achamos que essa é uma maneira bastante simples de encorajar de forma responsável a adoção e a experimentação com IA agêntica em escala em toda a empresa”, afirmou o porta-voz.
Os limites, que ainda não haviam sido reportados, vêm em resposta ao crescente abraço da Uber por ferramentas de IA internamente. O diretor de tecnologia, Praveen Neppalli Naga, disse à publicação The Information em abril que a empresa já havia esgotado todo o orçamento anual de IA.
O presidente-executivo, Dara Khosrowshahi, afirmou no mês passado que cerca de 10% do código da empresa já é submetido e construído por agentes de IA, e que os times jurídico e de marketing também passaram a usar mais essas ferramentas.
A febre do “tokenmaxxing”
Para além da Uber, outras empresas em diferentes setores tentam equilibrar entre o que se convencionou chamar de tokenmaxxing, ou maximizar o uso de IA para ganhar produtividade, e o esforço de conter os custos associados.
O Walmart também limitou o uso, por seus funcionários, de um agente de IA interno que ajuda em tarefas de trabalho, segundo pessoas a par da decisão.
No mês passado, a Uber afirmou que vai moderar o ritmo geral de contratações em relação aos planos que tinha no início do ano, como resultado dos benefícios do uso interno de IA.
Apesar disso, a aposta em ferramentas de IA está se traduzindo em mais novas funções para os clientes da Uber, segundo o diretor de operações, Andrew Macdonald.
“É muito difícil traçar uma linha entre uma dessas estatísticas e dizer ‘OK, agora estamos produzindo 25% a mais de funções úteis para o consumidor’”, disse ele no podcast Rapid Response, no mês passado.
“Ao longo dos próximos trimestres e anos, talvez isso fique mais claro, mas acho que hoje é difícil mesmo que alguns dos indicadores subjacentes estejam apontando para uma direção realmente astronômica”, afirmou ele no programa.
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