A experiência internacional vivida por cooperados e colaboradores da Aurora Coop ampliou a compreensão sobre o alcance global da produção agroindustrial brasileira. Vencedores do concurso “Meu trabalho alimenta o mundo” retornaram de uma missão de uma semana em Xangai, na China, com a proposta de compartilhar aprendizados sobre o mercado externo e o papel da cooperativa na cadeia global de alimentos.
A viagem, que percorreu mais de 18 mil quilômetros entre o Oeste de Santa Catarina e a China, incluiu visitas à unidade internacional da Aurora Coop, inaugurada há um ano, além da participação na SIAL China, uma das maiores feiras do setor alimentício. Os participantes também tiveram contato com distribuidores, clientes e consumidores, vivenciando na prática o destino final da produção que envolve mais de 150 mil famílias ligadas ao sistema cooperativo.
Cadeia produtiva
A iniciativa evidenciou a complexidade da cadeia produtiva e o percurso dos alimentos desde o campo até o consumidor internacional. A comitiva foi acompanhada pelo diretor comercial de mercado externo, Dilvo Casagranda, que destacou a importância da vivência para ampliar a percepção sobre a dimensão do trabalho realizado diariamente por produtores e colaboradores.
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Segundo ele, o processo não se encerra na produção ou no processamento industrial, mas envolve uma estrutura extensa até alcançar mercados em mais de 80 países. A avaliação também apontou para o reconhecimento da marca no exterior, associada à qualidade e à consistência das práticas adotadas pela cooperativa.
A missão ocorreu no contexto do primeiro ano da unidade de Xangai, considerada estratégica para o avanço da internacionalização da Aurora Coop. Durante a recepção aos participantes, a direção da cooperativa ressaltou que a experiência simboliza uma nova etapa de inserção no mercado global e reforça a importância de compreender as dinâmicas de consumo em países como a China.
O crescimento econômico chinês, aliado às mudanças nos hábitos de consumo, foi apontado como fator de ampliação das oportunidades para exportadores de alimentos. A avaliação interna também destaca que a demanda global tende a crescer, exigindo ganhos contínuos em produtividade, eficiência e qualidade por parte dos produtores.
A vivência impactou diretamente a percepção dos participantes. A analista de Desenvolvimento Cooperativo Diana Graminho destacou a dimensão do mercado chinês e o nível de digitalização, com destaque para a logística ágil e o uso de plataformas digitais nas vendas. Para ela, o contato direto com esse ambiente amplia a capacidade de orientar produtores sobre as exigências do consumidor internacional.
Representando os produtores rurais, a suinocultora Roberta Kickow ressaltou a importância de conhecer o destino final da produção, reforçando a confiança no setor e a percepção de valor do trabalho realizado no campo. Já o colaborador Paulo José Frantz destacou a complexidade da cadeia e a existência de múltiplas etapas após a saída do produto das unidades industriais.
A experiência também envolveu protocolos de biosseguridade no retorno ao Brasil. Por atuar diretamente na produção animal, a produtora cumpriu sete dias de quarentena antes de retomar as atividades, enquanto os demais participantes permaneceram afastados por três dias.
A expectativa da cooperativa é que os participantes atuem como multiplicadores das informações, aproximando ainda mais o campo do mercado global e reforçando a compreensão sobre o papel estratégico da produção de alimentos no cenário internacional.

Fonte: Aurora Coop





