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Febre das figurinhas movimenta milhões às vésperas da Copa de 2026

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O que diferencia esta Copa do Mundo das anteriores? Pela cidade, a tradição se mantém: ruas pintadas, vitrines decoradas, expectativa alta e a torcida em clima de contagem regressiva. Na seleção, alguns rostos novos. Fora das quatro linhas, porém, a disputa se acirrou. A corrida para completar o álbum de figurinhas está mais disputada — e cara — do que nunca neste ano.

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Na loja da Panini, o álbum oficial sai por R$ 24,90 na versão simples e a R$ 74,90 na de capa dura. E cada pacotinho sai por R$ 7. O público demonstrou o interesse ainda durante a pré-venda, quando o site oficial ficou fora do ar devido à alta procura. Não por acaso. Esta é a maior edição já lançada para Copas do Mundo, com 980 figurinhas, 68 delas especiais, o que representa um acréscimo de 310 cromos em relação ao álbum anterior.

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O iFood também firmou colaboração com a Panini para vender álbuns e figurinhas pelo aplicativo. O resultado já supera em mais de 26 vezes o registrado em 2022, quando 252 mil itens foram comercializados ao longo da campanha.

Dados atualizados da plataforma, revelados ao EXTRA, mostram que entre 30 de abril e 27 de maio foram vendidos 6,7 milhões de itens entre pacotes de figurinhas e álbuns. Considerando apenas os pacotinhos a R$ 7, o valor movimentado chega a R$ 46,9 milhões.

Parte do sucesso passa pela rapidez. Um dos diferenciais do delivery é a promessa de entregas em até dez minutos. A média é de 14 pacotes por compra. São Paulo lidera o ranking de pedidos, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

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Ana Gabriela Lopes, vice-presidente de Marketing da plataforma, revelou que a adesão do público superou até mesmo as projeções mais otimistas antes do lançamento.

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A Americanas também entrou forte na disputa. Em entrevista, a head comercial da companhia, Mariana Figueiredo, contou que a empresa colocou à disposição mais de 60 milhões de figurinhas em mais de 1.400 lojas, além dos canais digitais. Até 22 de maio, já haviam sido vendidas 23 milhões de unidades. Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco lideram as vendas.

A estratégia da varejista foi apostar na experiência completa, tanto on-line quanto presencialmente. Nas lojas físicas, a proposta foi transformar os espaços em ambientes temáticos, ampliando a conexão emocional dos consumidores com a Copa do Mundo.

— A venda de figurinhas foi, sim, uma das prioridades da operação, tanto pelo potencial de fluxo nas lojas quanto pelo forte apelo emocional da categoria entre consumidores de diferentes perfis — afirma Mariana.

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Segundo Mariana, o planejamento foi dividido em três fases. A primeira, iniciada em maio, é focada na preparação para a Copa, com destaque para televisões, álbuns de figurinhas e decorações. A segunda começa em junho, voltada para a experiência dos jogos dentro de casa, impulsionando itens como snacks e bebidas.

— A proposta é transformar a ida à loja em um momento de descoberta de novos produtos e interação com o universo do futebol, incluindo ambientações temáticas e espaços instagramáveis em unidades selecionadas — conta.

Outra parceria veio do McDonald’s. A rede de fast food, patrocinadora oficial da Copa do Mundo, se uniu à Panini para distribuir mais de 15 milhões de pacotinhos especiais em suas unidades.

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Para a campanha, foi criado um combo temático, que inclui o lanche acompanhado de um pacote de figurinhas. Também é possível comprar o pacote avulso por R$ 5. Clientes cadastrados no programa de fidelidade Meu Méqui ainda podem trocar pontos por pacotes de figurinhas.

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Experiência presencial continua forte

A caça aos cromos, claro, não acontece apenas no mundo digital. Completar um álbum passa também pelas tradicionais bancas de jornal, que seguem até hoje como grande ponto de encontro dos torcedores.

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Na Praça da Bandeira, Marcello Mantuano é responsável pela Banca Santa Amélia, na Rua do Matoso. Desde o início da distribuição, ele percebeu o aumento da procura por parte dos torcedores.

— Vem gente de todas as idades. Chega adulto dizendo que é compra para os filhos, mas são eles mesmos que juntam. O público é copeiro — comenta.

Apesar da alta nas vendas, Marcello acredita que o preço atual dos pacotinhos pode ter freado uma procura ainda maior.

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A Panini também mantém quatro points físicos — como são chamadas as unidades da marca — espalhados pelo Rio de Janeiro. Além da venda de produtos oficiais, os espaços viraram pontos tradicionais de troca de figurinhas.

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— Engloba como uma atividade familiar, Vemos claramente as pessoas deixando seus celulares para curtir o momento de abrir os pacotinhos, colar as figurinhas e trocar também — reflete Tamara Calais, diretora-geral das lojas da Panini no Rio.

Segundo ela, o interesse pelos álbuns atravessa gerações. Mesmo com a praticidade das compras online, as lojas físicas seguem movimentadas.

As trocas, que inicialmente aconteciam apenas nos fins de semana, passaram a ocorrer diariamente, organizadas pelos próprios colecionadores que marcam encontros nas unidades.

— Nosso diferencial é o atendimento e a garantia do produto oficial com qualidade. Nosso objetivo enquanto loja não é só vender, e sim apresentar todo o mix que temos — completa.

A reportagem também visitou o ponto de troca Arena Tijuca, do Shopping Tijuca, na Zona Norte. Em plena quarta-feira à noite, o clima já lembrava final de semana de Copa, com o espaço cheio, crianças e jovens, mulheres e idosos sentados em mesas compartilhando quais jogadores ainda faltam no álbum.

Entre eles estava Nelson Vinicius, de 44 anos. O marinheiro frequenta o espaço pelo menos duas vezes por semana e coleciona álbuns desde a Copa de 1990, sem deixar faltar nenhuma figurinha.

Para ele, o principal diferencial desta edição é o preço mais alto dos pacotinhos — embora reconheça que o álbum deste ano também seja bem maior do que os anteriores.

— Se fosse todo ano, não conseguiria. Sairia muito caro. Como é só de quatro em quatro anos, não posso deixar passar — confessa.

Nelson ainda tinha 50 pacotes fechados para abrir, colar e trocar. Para completar o álbum, estabeleceu que pretende gastar até R$ 1.500.

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Pontos de trocas

Shopping Tijuca – Local: Segundo piso. Horário de funcionamento: das 10h às 22h. Endereço: Av. Maracanã 987, Tijuca

MetrôRio – Locais: Estações Pavuna, Carioca, Uruguaiana e Central do Brasil. Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 7h às 19h, e domingos, das 8h ao meio-dia

Shopping Leblon – Local: Piso 0. Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 13h às 21h. Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon

Shopping Nova América – Local: 2º piso. Horário de funcionamento: das 10h às 22h. Endereço: Av. Pastor Martin Luther King Jr. 126, Del Castilho

NorteShopping – Local: 1º piso. Horário de funcionamento: das 10h às 22h. Endereço: Av. Dom Hélder Câmara 5.474, Cachambi



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