Marília – O Fedap Experience, um festival de dança exclusivo para solistas, premiou três bailarinas em Marília com vivências especiais no exterior, além de cursos em diferentes etapas
As apresentações aconteceram no domingo, no Teatro Municipal, em um dia de aulas, oficinas e imersão artística, que termina com a competição. “Mais do que uma competição, é uma experiência de desenvolvimento”, diz a apresentação do evento.
Bianca Ramos terá vaga em vivência na Europa além de New York e New Jersey, nos Estados Unidos. E mais: curso Consciência Corporal em junho 2026 e janeiro de 2027, em Ribeirão Preto, além de cursos e audições de férias do Fedap em janeiro.
Beatriz Bastos terá também as vivências no exterior, além de Temporada do Ballet de Repertório do Grupo Experimental de Marilia e curso de Férias Fedap Janeiro 2027
Giovana Guimarães garantiu as vagas para vivência na Europa e em New Jersey.
Beatriz Bastos de Andrade, 20 anos, ganhou uma bolsa internacional no Fedap Experience para Europa e Estados Unidos em 2027 e projeta carreira em companhias.
Realização de sonho
Bianca Ramos Ferreira, 16 anos, danço há 12 e ganhar essa bolsa no exterior foi uma experiência muito emocionante e especial.
“A dança faz parte da minha vida desde pequena, então receber esse reconhecimento representa a realização de um sonho. Também o resultado de muitos anos de dedicação e amor pela arte.”
Ela destaca, principalmente, novas chances para a carreira após a participaação neste intercâmbio.
“Acredito que essa oportunidade vai abrir muitas portas para minha carreira, trazendo novos aprendizados, experiências e crescimento profissional e pessoal. Estou muito feliz e grata por tudo que estou vivendo!”
Aprender muito
Beatriz Bastos de Andrade, 20 anos, começou na dança aos 2 anos e 8 meses por iniciativa própria. O interesse surgiu ao assistir ao filme “Barbie e as 12 Princesas Bailarinas”, a família apoiou e deu certo.
“Sem dúvidas existem diversas formas de representar e sentir a dança, com cada lugar e com cada pessoa. Acredito que tanto em técnica quanto em bagagem aprenderei muito com essa experiência conhecendo outras perspectivas e novos ensinamentos”, relata.
Avançou como aluna e instrutora apesar dos desafios, inclusive, em investimentos altos em figurinos, inscrições e viagens. Superou as barreiras financeiras com o suporte contínuo dos pais.
Além de dar aulas, ela cursa a faculdade de Fisioterapia e planeja os horários entre as obrigações. Aponta uma ‘rotina intensa de ensaios e correções técnicas’ antes do festival.
Destacou apoio das coreógrafas Gisele Bastos e Clarissa Prado, bem como suporte de de Josélia Bastos no processo de evolução da bailarina.
Porta internacional

Giovana Alves Guimarães, 25 anos, começou a dançar aos oito como hobby, mas com dedicação especial a partir dos 17.
“FOi a idade em que comecei a dar aulas e investir em cursos maiores para aumentar o conhecimento como os do festival de dança de Joinville”, conta.
Entre os 20 e 22 anos precisei fazer uma pausa na carreira tanto como bailarina, tanto quanto de professora de balé: teve um filho e dedicou o tempo a ele.
“Quando eu voltei eu já tinha perdido as expectativas de conquistar coisas grandes na dança, porque a realidade era outra com uma criança pequena e pós gestação.”
Mas a disciplina ajudou e ela passou a cuidar da formação, prática e do. “Perdi 10kg, melhorei muito tecnicamente como bailarina e foi quando senti novamente que talvez valesse a pena arriscar uma última vez.”
Fez as inscrição no festival “de última hora” e foi uma grande surpresa ganhar a vivência internacional.
“Para mim esse prêmio significa reacender o meu sonho de infância, além de ser uma possível porta de entrada para uma vida melhor em outro país para mim e meu filho.”





