A Prefeitura de Marília formalizou a aquisição de um triturador de resíduos da construção civil por R$ 1,498 milhão, valor inferior ao previsto inicialmente no processo licitatório. O extrato do contrato foi publicado na edição desta sexta-feira (22) do Diário Oficial do Município de Marília (Domm).
A compra foi realizada por meio de pregão eletrônico e o equipamento será destinado à Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O valor contratado ficou R$ 181,1 mil abaixo da estimativa máxima estabelecida no edital, que previa custo total de R$ 1.679.100, seguindo o critério de menor preço.
O contrato foi firmado com a empresa Lippel Engenharia e Equipamentos Ltda. e assinado na última terça-feira (20). Conforme o objeto descrito, o município adquiriu um triturador novo voltado ao processamento de resíduos da construção civil.
Estradas rurais
De acordo com o estudo técnico preliminar que embasou a licitação, a principal finalidade do equipamento é transformar resíduos de concreto em material granular, como brita e cascalho, para utilização na manutenção de estradas rurais do município.
A administração justificou a necessidade diante das condições do solo da região de Marília, classificado como de alta erodibilidade, além dos impactos causados por chuvas intensas em vias não pavimentadas.
Segundo o documento, problemas como erosões, buracos, desgaste do leito carroçável e dificuldades de drenagem geram custos recorrentes para manutenção das estradas rurais e afetam o tráfego de veículos agrícolas e transporte escolar.
Capacidade de produção
A projeção apresentada pela Prefeitura indica que o triturador terá capacidade mínima de processar 20 toneladas por hora. Considerando seis horas diárias de operação em 20 dias úteis por mês, a produção estimada chega a 2,4 mil toneladas mensais de material reciclado.
Entre os benefícios apontados estão a redução dos gastos com compra de brita e outros agregados, reaproveitamento de resíduos da construção civil, menor dependência de fornecedores externos e maior continuidade nos serviços de manutenção das vias rurais.
No estudo técnico, a Prefeitura comparou a aquisição do equipamento com a alternativa de compra direta de brita. Considerando o preço médio de R$ 125 por tonelada, a aquisição de 2,4 mil toneladas mensais representaria gasto estimado de R$ 300 mil por mês.
Em seis meses, segundo a análise, o valor acumulado chegaria a R$ 1,8 milhão, superando o custo total do triturador adquirido.





