Marília – Uma publicação do governo do Estado de São Paulo neste domingo resgata história de cidades que nasceram do agro, inclusive com inspiração para os nomes, e a lista apresenta Cafelândia e Palmital, próximas a Marília, e mais cidades.
A relação ajuda a retratar a força e a diversidade do agro paulista, considerado o mais diversificado em produção e exportação do país.
Em 2025, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) paulista foi estimado em mais de R$174,6 bilhões, refletindo a presença de cadeias produtivas que vão da cana-de-açúcar e da laranja até frutas, café, amendoim, carnes e hortaliças.
Segundo a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a mudança do perfil produtivomostra a capacidade de adaptação do agro paulista. A produção incorporou novas culturas, tecnologias e mercados sem perder sua ligação histórica com o campo.
“O fato de ‘Cafelândia’ hoje produzir cana ou olericultura não é apenas uma curiosidade histórica, mas o resultado de décadas de assistência técnica”, diz o diretor, Ricardo Pereira.
Ele aponta trabalho de extensão rural que ajudou o produtor a diversificar cultivo e buscar maior rentabilidade. “O nome da cidade preserva a memória, mas a atuação da extensão rural no campo garante que o agricultor continue sendo produtivo. E isso acontece independentemente da cultura que ele cultiva hoje.”
Bananal
Parece óbvio associar o nome do município de Bananal à banana ou mesmo a um bananal, termo utilizado para designar uma plantação de bananeiras. No entanto, o nome da cidade deriva da palavra indígena “Banani”, que significa rio sinuoso em tupi-guarani. No município, não existe plantio comercial de banana, pois as áreas de cultivo são muito pequenas. Lá, o que predomina é a produção de leite. Mesmo sem uma relação direta com a fruta em seu nome, o município está localizado no Vale do Paraíba, segunda maior região produtora de banana do estado de São Paulo.
Batatais
Existem algumas versões históricas para o significado do nome Batatais. A mais aceita é baseada em relatos da época colonial, que associam o nome à atividade agrícola exercida pelos índios caiapós, habitantes naturais da região.
Segundo consta, os primeiros bandeirantes teriam encontrado extensas plantações de batata-doce durante a busca por ouro, o que teria dado origem ao nome Batatais. Hoje, não há mais produção relevante de batata-doce.
Atualmente, predomina o cultivo de cana-de-açúcar, em cerca de 50 mil hectares de um município com área total de 83 mil hectares.
Cafelândia
O nome do município de Cafelândia origina-se da intensa produção cafeeira na região durante sua fundação, no início do século XX. A denominação significa literalmente “Terra do Café”.
Cafelândia iniciou sua trajetória agrícola com a cultura do café arábica e, ainda hoje, mantém áreas dedicadas à produção. Um trabalho que resiste, apesar de menor escala, com cerca de 220 hectares cultivados.
Atualmente, a cultura da cana-de-açúcar ocupa a maior parte da atividade agrícola do município, seguida pela pecuária de corte, café e olericultura.
Canas
O município de Canas recebeu esse nome em referência à antiga Fazenda das Canas, área utilizada no assentamento de imigrantes italianos destinada ao cultivo de cana-de-açúcar no Vale do Paraíba. Embora a cultura tenha feito parte da origem econômica e histórica da cidade, deixando marcas até hoje, não há mais produção relevante. Atualmente, o município tem como principais atividades a produção de arroz e leite.
Jaboticabal
O nome de Jaboticabal tem origem na grande quantidade de jabuticabeiras existentes na região à época de sua ocupação, no início do século XIX.
Hoje, existem jabuticabeiras principalmente em praças e quintais. Atualmente, as principais culturas agrícolas do município são a cana-de-açúcar e o amendoim.
Laranjal Paulista
O nome do município de Laranjal Paulista está ligado à rota de tropeiros que seguiam rumo a Sorocaba no início do século XVII. Durante as viagens, eles costumavam descansar às margens de um ribeirão cercado por laranjeiras, que passou a ser conhecido como ribeirão dos laranjais, originando o nome da cidade.
Embora nunca tenha produção comercial expressiva da fruta, está na região sorocabana, atualmente líder na produção paulista de laranja. Produção, aliás, tanto ao consumo in natura quanto à indústria, com 76,8 milhões de caixas de 40,8 quilos.
Limeira
Uma das versões históricas associa o nome do município de Limeira à presença marcante de árvores cítricas, conhecidas como limeiras, que produzem limas, frutas semelhantes ao limão.
Essas árvores cresciam no local onde tropeiros e bandeirantes faziam pouso no século XVIII. O município possui importância histórica e estratégica para a citricultura paulista e brasileira. Até a década de 1960, Limeira foi conhecida como “Capital da Laranja” e, atualmente, carrega o título de “Berço da Citricultura Nacional”.

Palmital
Palmital leva esse nome devido à abundância de palmeiras da espécie Euterpe edulis (palmiteiro) encontradas na região durante sua colonização, por volta de 1886.
A área era conhecida pela presença do palmito-juçara, espécie típica da Mata Atlântica. Atualmente, o município não possui protagonismo na produção de palmito.
Pitangueiras
O município de Pitangueiras recebeu esse nome devido à grande quantidade de pitangueiras encontradas na região durante a época de sua fundação, entre 1858 e 1881. Hoje, não existem mais plantios relevantes da fruta na cidade, onde atualmente predomina o cultivo de cana-de-açúcar.
Vinhedo
O nome do município de Vinhedo tem origem na forte presença de plantações de uva na região durante o processo de colonização e desenvolvimento agrícola da cidade, a partir do século XVII.
Atualmente, a produção da fruta no município é quase inexistente, embora esteja na região que pe segunda maior produtora de uva de mesa do estado.









