O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou interferências ou mudanças na equipe que investiga as fraudes do INSS envolvendo o Banco Master.
Segundo parlamentares da oposição ao governo, a PF teria trocado o delegado responsável pelo inquérito. No entanto, o diretor-geral Andrei Rodrigues chamou as acusações de mentirosas:
“Não houve nenhuma mudança no processo. Houve a citação a respeito de um colega, que eu quero até de preservá-lo, de que eu teria retirado o colega. Em nenhum momento ele foi retirado, a equipe permanece a mesma. Não há nenhuma interferência ou mudança. O que há, ao contrário, é o reforço para que tenhamos a finalização desses processos e a maior efetividade para a investigação”.
O diretor-geral explicou que houve uma mudança na própria diretoria.
“Uma mudança de uma coordenação de crimes previdenciários, ou seja, aqueles saques indevidos do INSS, um estelionato, coisas menores. E nós levamos para uma unidade maior, que é a de combate à corrupção e crime organizado, que fica na unidade de inquéritos especiais. E, além dessa equipe toda que foi removida pra lá, tem mais equipamentos, mais ferramentas, mais pessoas e estão sob a mesma coordenação, na mesma diretoria”.
Nesta quarta-feira (20), Andrei Rodrigues será ouvido na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Na pauta, além das supostas mudanças no comando do caso Master, estão investigações contra autoridades e a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.





