França e Polônia voltaram a registrar surtos de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) em granjas comerciais desde o fim de abril. Até o momento, são os únicos países europeus com novas notificações nesse período, enquanto o vírus continua sendo detectado com frequência em aves selvagens em diferentes regiões do continente.
Na Polônia, a situação concentra o maior número de ocorrências. De acordo com a Inspeção Veterinária Nacional, até 11 de maio, 130 propriedades registraram focos do vírus H5N1 em 2026, afetando cerca de 9,26 milhões de aves. Somente neste mês, 16 granjas comerciais foram atingidas em seis províncias, com registros em diferentes espécies, como galinhas, patos, perus e gansos.
A atual temporada é considerada mais intensa no país, com número elevado de casos e presença constante do vírus no ambiente. Investigações apontam que aves silvestres seguem como principal fonte de transmissão para os plantéis comerciais.
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No cenário europeu, 16 países já contabilizam 283 surtos em granjas comerciais neste ano, todos relacionados à variante H5N1, segundo dados da Comissão Europeia. Em 2025, foram 729 ocorrências em 23 países ao longo de todo o ano.
Entre 30 de abril e 6 de maio, apenas Polônia e França registraram novos casos no sistema europeu, com dez e dois surtos, respectivamente. Com isso, a Polônia lidera o número de registros em 2026, seguida por Alemanha, Itália e França.
Na França, os novos casos ocorreram após um período sem registros e envolveram lotes de aves vacinadas nas regiões de Occitânia e Nova Aquitânia. O país mantém um programa obrigatório de vacinação contra a doença em plantéis comerciais de patos.
Além das granjas comerciais, a doença também segue presente em criações menores e aves em cativeiro. Até o início de maio, 14 países registraram 111 surtos nesse tipo de produção, com destaque para Alemanha e República Tcheca.
A circulação do vírus em aves selvagens também permanece elevada. Nove países notificaram novos casos recentes, e o total em 2026 já chega a 2.456 registros em 31 países, reforçando o papel dessas aves na disseminação da doença pela Europa.
Fonte: Wattagnet





