A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília concluiu o inquérito que apurou o assassinato de Fagner Justino da Silva, de 30 anos. O crime ocorreu na manhã de 23 de abril e teria sido motivado por um desentendimento após uma aposta de R$ 20 em uma disputa de queda de braço. O autor, David William Rodrigues Feitosa, de 29 anos, foi indiciado por homicídio qualificado e permanece preso preventivamente à disposição da Justiça.
O crime aconteceu por volta das 6h30, em um bar na rua Major Eliziário de Camargo Barbosa, na Vila Hípica Paulista. Segundo a Polícia Civil, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança apontaram que Fagner e David apostaram R$ 20 em uma queda de braço dentro do estabelecimento.
Fagner venceu a disputa, mas David teria se recusado a pagar a aposta, o que provocou uma discussão que seguiu para o lado de fora do bar.
Durante a briga, David sacou uma faca e golpeou a vítima. O laudo necroscópico apontou que Fagner sofreu oito facadas em diferentes regiões do corpo, entre elas tórax, abdome, rosto e membros. Um dos golpes perfurou o coração, causando hemorragia interna aguda e morte no local.
Testemunhas e imagens de segurança indicaram ainda que, após Fagner cair ferido no chão, David desferiu um chute na cabeça da vítima antes de fugir em um Volkswagen Gol. O óbito foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após o crime, David fugiu e permaneceu em local desconhecido. Com base nos laudos periciais, nas imagens da ação e em reconhecimentos fotográficos feitos por testemunhas, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do investigado.
Com o mandado expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Marília, David William apresentou-se espontaneamente na DIG em 29 de abril de 2026, acompanhado de advogados. Em interrogatório, afirmou não se lembrar de onde teria deixado a faca usada no crime, motivo pelo qual a arma não foi localizada.
Com os depoimentos, imagens e laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) anexados ao inquérito, a DIG encerrou as investigações em 7 de maio. O caso será analisado agora pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.





