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Exportações de carne suína dos EUA crescem, mas restrições do México acendem alerta no setor Agrimidia

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As exportações de carne suína dos Estados Unidos registraram forte desempenho em março de 2026, mas o avanço ocorre em meio a novas incertezas comerciais envolvendo o México, principal destino do produto norte-americano. Segundo relatório do mercado global de suínos, divulgado na última sexta-feira (08) o país embarcou 285.567 toneladas no mês, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior — o maior volume em cinco anos e o terceiro maior já registrado.

Em valor, as exportações atingiram US$ 803,2 milhões, crescimento de 4% na comparação anual e o segundo melhor resultado da história, ficando atrás apenas de abril de 2021. No acumulado do primeiro trimestre, os embarques somaram 778.939 toneladas, avanço de 3%, com receita de US$ 2,17 bilhões, também 3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O México segue como principal motor dessa demanda, ao lado de países da América Central.

Apesar do cenário positivo, o governo dos Estados Unidos alertou para possíveis impactos nas exportações após o México impor restrições à importação de determinados produtos suínos, especialmente itens que não são carne muscular. A medida foi adotada após a detecção de anticorpos de pseudoraiva em suínos reprodutores vivos, o que levantou preocupações sanitárias.

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As restrições foram implementadas poucos dias depois da confirmação de casos da doença em uma pequena operação comercial no estado de Iowa e em uma propriedade no Texas, origem dos animais infectados. Diante disso, autoridades norte-americanas orientaram exportadores a redobrar a cautela, principalmente no envio de produtos não musculares ao mercado mexicano, enquanto as negociações sobre a extensão das limitações seguem em andamento.

Embora as medidas não sejam consideradas catastróficas no curto prazo, especialistas apontam que qualquer tipo de restrição ao México gera impactos relevantes, dada a forte dependência do setor suinícola dos Estados Unidos em relação a esse mercado. Dados oficiais indicam que cortes como miúdos e aparas representam cerca de 30% das exportações totais de carne suína norte-americana.

O episódio também reacende discussões sobre o uso de tecnologias como a edição genética na produção animal. O México ainda não aprovou essa prática, e pesquisas recentes indicam que apenas 20% dos consumidores mexicanos confiam nesse tipo de tecnologia. Esse cenário levanta preocupações sobre possíveis barreiras comerciais mais amplas no futuro, caso haja avanço nesse campo sem alinhamento com as exigências do mercado consumidor.

Analistas avaliam que eventuais restrições relacionadas à edição genética poderiam gerar impactos muito mais severos do que os atuais, afetando diretamente a rentabilidade da cadeia produtiva. Diante disso, o setor é orientado a adotar uma postura cautelosa, considerando que a aceitação do consumidor mexicano será determinante para a manutenção e expansão das exportações.

No Brasil, de acordo com o relatólrio, o preço do suíno vivo, segundo  foi registrado em R$ 5,64 por quilo, o que corresponde a cerca de 51,18 centavos de dólar por libra-peso vivo, indicando o posicionamento competitivo do país no mercado internacional em comparação com outros grandes produtores.

Fonte: World Swine Market Report



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