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Suinocultura brasileira encara superoferta e preços abaixo do custo no primeiro semestre de 2026

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O primeiro semestre de 2026 pegou de surpresa o setor de suinocultura brasileiro. Em entrevista ao Portal Agrimídia, Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), revela que, apesar das expectativas de um mercado positivo para o ano, os primeiros quatro meses trouxeram uma queda acentuada de preços, que saíram de cerca de R$ 168,00 para aproximadamente R$ 100,00 por quilo vivo. Segundo ele, o principal fator que explica a balança foi o crescimento rápido e silencioso do setor, com aumento acentuado no povoamento de animais, gerando uma superoferta que ninguém antecipou.

Ferreira lembra que o próprio consumidor brasileiro, diante da perda de renda e do impacto da alta de preços no ano passado, afastou‑se um pouco do consumo de carne suína, o que contribuiu para o acúmulo de oferta no mercado. A expectativa de que essa situação se resolvesse já em maio não se concretizou, e o cenário para o restante do primeiro semestre é considerado comprometido, com o pecuarista operando em patamar de preço abaixo do custo de produção, mesmo com alguma folga gerada pela descompressão dos preços das matérias‑primas.

O presidente destaca que, hoje, o milho é negociado em torno de R$ 40,00 a menos por tonelada em relação ao pico da última crise, o que ajuda a reduzir custos de alimentação. O farelo de soja também recua, embora de forma mais limitada, por depender de fatores internacionais, como a conjuntura nos Estados Unidos e na China. Apesar disso, ele reforça a preocupação com a insegurança no curto prazo: como a produção já está no mercado, não há como frear a oferta, e o caminho é otimizar a gestão nas granjas e reduzir custos para atravessar o período da forma mais rápida possível.

Valdomiro ressalta que esse crescimento “escondido” do setor não é a forma saudável de expansão. Se a magnitude de povoamento já tivesse sido diagnosticada antes, o mercado poderia se ajustar com mais antecedência, evitando quedas tão bruscas de preço. Ainda assim, há um ponto de equilíbrio positivo: as exportações de carne suína seguem em ritmo forte, ajudando a suportar a pressão doméstica e sustentando parte da demanda global pelo produto brasileiro.

 

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