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Embrapa reúne propostas para levar à Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Agrimidia

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A Conferência Livre da Rede ODS Embrapa, que reuniu especialistas, gestores públicos, representantes da sociedade civil e instituições de pesquisa no dia 22 de abril, em Brasília (DF), resultou na síntese de seis propostas finais, que articulam diferentes perspectivas em torno de soluções integradas e viáveis. O encontro ocorreu em formato híbrido e contou com a participação de 260 pessoas – sendo 60 presencialmente e 200 de forma on-line.

Outro importante resultado foi a eleição da pesquisadora Michelliny Pinheiro de Matos Bentes, da Embrapa Amazônia Oriental, como delegada representante da Conferência livre da Rede ODS da Embrapa para a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Conferência ODS).

A pesquisadora foi indicada como delegada representante para a etapa nacional, prevista para ocorrer entre 29 de junho e 2 de julho. A confirmação das delegações indicadas nas etapas livres dependerá da análise dos relatórios pela comissão organizadora nacional, conforme previsto no regulamento da conferência.

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As propostas consolidadas convergem para áreas estratégicas como aperfeiçoamento de marcos normativos , capacitação social, fomento à inovação, desburocratização e fortalecimento da governança e conectividade. Um dos pontos centrais é a inclusão socioprodutiva de jovens, mulheres e populações vulneráveis, posicionada como eixo estruturante das ações, com o objetivo de reduzir desigualdades e enfrentar desafios climáticos, como explica Betulia Souto, à frente das ações de engajamento da Rede ODS na Gerência-Adjunta de Inclusão Socioprodutiva e Digital da Diretoria de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia (DINT).

Entre as propostas do documento final, destacam-se a revisão da Política Nacional de Inovação para incorporar os ODS como diretrizes obrigatórias; a institucionalização de agendas de pesquisa e ensino alinhadas ao desenvolvimento sustentável; a criação de programas de capacitação em tecnologias sociais; o lançamento de editais voltados à inovação social; a simplificação do acesso a políticas de fomento; e o desenvolvimento de uma plataforma integrada de inovação socioambiental. “O documento final busca contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes, com foco em impacto mensurável, inclusão e sustentabilidade, reforçando o papel da inovação como instrumento central na construção de soluções para os desafios contemporâneos”, enfatiza Betúlia.

Diálogo estratégico

Marisa Prado, gestora da Rede ODS Embrapa na Diretoria de Governança e Informação (DEGI), explicou que a conferência da Embrapa integrou o processo preparatório da 1ª Conferência Nacional e se consolidou como um espaço estratégico de diálogo, articulação institucional e construção coletiva de propostas. A organização ficou a cargo de um grupo de trabalho delegado pela Embrapa, por meio da DEGI, com protagonismo da Rede ODS Embrapa, vinculada à área de sustentabilidade corporativa da Empresa.

O evento concentrou-se no Eixo 4 da Conferência Nacional – Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável e foi orientado pela questão: “De que forma a inovação tecnológica deve ser incentivada e aplicada como ferramenta eficaz para enfrentar os atuais desafios sociais e ambientais?”, com ênfase na integração entre ciência, políticas públicas, educação e aplicação prática nos territórios.

Na abertura, a diretora Selma Beltrão, da DEGI, destacou a importância do diálogo intersetorial para impulsionar soluções inovadoras. Segundo ela, o encontro também integrou as comemorações pelos 53 anos da instituição. Já o secretário-executivo da Comissão Nacional dos ODS, Lavito Bacarissa, ressaltou a necessidade de alinhar narrativas e respeitar as especificidades territoriais, de modo a garantir propostas convergentes e com impacto concreto na Agenda 2030.

Estiveram presentes também na abertura, Erika Kokay, deputada federal, coordenadora da frente parlamentar dos ODS; Silvia Regina Alves da Silva, diretora-presidente do Sicoob CrediEmbrapa, e Francisco Cinésio Cacau, presidente do seção local do Sinpaf.

Das discussões em grupos de trabalho estiveram representantes de diversas instituições, como Contag, AGU, IBICT, Fiocruz, MCTI, MDA, Instituto Global ESG, Fundação Getúlio Vargas e Núcleo Brasília do Grupo Luso-Brasileiro de Sustentabilidade. Ao todo, foram formados 11 grupos de trabalho — três presenciais e oito virtuais — que elaboraram propostas iniciais a partir das reflexões do dia. Utilizando a metodologia da Teoria da Mudança, apresentada por Daniel Mendes, gestor da área de planejamento estratégico da Embrapa, os participantes transformaram os diálogos em sugestões objetivas, com foco em clareza e aplicabilidade.

Conheça as seis propostas consolidadas na Conferência Livre da Rede ODS Embrapa, que integram o relatório submetido ao processo da Conferência Nacional:

Proposta 1: Revisar a Política Nacional de Inovação para tornar os ODS eixos obrigatórios, promovendo inovação sistêmica e tecnologias sustentáveis. Deve-se estimular inclusão de jovens, mulheres e populações vulneráveis, integrando governo, academia, organizações da sociedade civil, e empresas via abordagem territorial e decolonial, governança colaborativa, financiamento híbrido, educação participativa e incentivo à PD&I, com processos simplificados, escala, continuidade, impacto mensurável e transformação socioeconômica sustentável.

Proposta 2: Institucionalizar agendas de pesquisa, inovação e ensino e implementar políticas públicas ancoradas nos ODS como ponto de partida, não apenas classificação final. Adotar metodologias de territorialização e cocriação que integrem ciência e saberes tradicionais. Priorizar inclusão socioprodutiva de jovens, mulheres e populações vulneráveis, estabelecendo métricas de impacto e governança colaborativa para assegurar continuidade como política de Estado.

Proposta 3: Implementar programa nacional de letramento em tecnologias sociais e inovação jurídica aplicada. Capacitar corpos técnicos, gestores e comunidades em metodologias de cocriação e linguagens acessíveis. Priorizar jovens, mulheres e populações vulneráveis, articulando redes sociotécnicas e extensão participativa para garantir autonomia e incorporação de soluções que respeitem os saberes locais e ancestrais.

Proposta 4: Lançar e escalar editais públicos nacionais voltados à inovação social e inclusão socioprodutiva, norteados pelos ODS. Priorizar demandas territoriais e grupos vulneráveis, jovens e mulheres. Estimular financiamento híbrido e parcerias interinstitucionais, simplificando processos e garantindo continuidade e impacto positivo mensurável na agricultura familiar agroecológica e regenerativa e na bioeconomia.

Proposta 5: Simplificar o acesso a políticas de fomento e PD&I, fortalecendo a transparência e inclusão socioprodutiva. Criar instrumentos que facilitem a abordagem territorial, a governança, a transparência, a acessibilidade e a inclusão em todos os níveis. Priorizar jovens e mulheres, promovendo inovação inclusiva e cocriação através de parcerias multinível que eliminem gargalos administrativos e promovam a soberania tecnológica

Proposta 6: Criar plataforma integrada de inovação socioambiental para conectar comunidades locais, organizações da sociedade civil, empresas, academia e governo em hubs colaborativos. A ferramenta deve registrar demandas territoriais reais e gerir desafios estruturados. Priorizar jovens, mulheres e populações vulneráveis, focando em inclusão socioprodutiva, rastreabilidade, mensuração de impacto e escalabilidade de soluções sustentáveis



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