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Acordo UE & Mercosul muito além das fronteiras

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Com o segundo maior PIB do mundo, abaixo somente dos Estados Unidos e acima da China, este acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul fala mais alto em aspectos que, além das trocas comerciais dentro de suas fronteiras, irão de forma estratégica muito mais além das fronteiras atuais nossas e europeias.

Por exemplo cadeias produtivas europeias e sul americanas, integrando ciência, insumos, mecanização, logística, agroindustrialização e marketing que partirão para disputar mercados globais competindo com norte-americanos, chineses asiáticos, indianos e demais latinos americanos. Significa que a reunião europeia e sul americana com o Mercosul irá atrair investimentos, criará sociedades, joint ventures e novos negócios que a partir de suas fronteiras irão atuar e disputar negócios em todos os demais países.

Para o agro tropical brasileiro, sem dúvida alguma, foi criada uma porta de negócios vantajosa tanto para nós que vendemos quanto para os setores clientes compradores pois significamos segurança de abastecimento com qualidade e custos incomparáveis nos grãos, nas fibras do algodão do papel e celulose, frutas, na proteína animal e em todos os derivados dessas matérias primas, commodities que receberão agregação de valor industrial na Europa, e também nas filiais de suas multinacionais dentro do próprio Mercosul.

Os terroir, produtos originados com valores únicos e culturais, da Europa para o Brasil chegarão com preços competitivos, como os famosos vinhos, conhaques, frios, champagnes, azeites, doces que vem com suas denominações de origem, suas marcas asseguradas e protegidas. E do lado de cá seremos estimulados ao desenvolvimento dos nossos terroir tropicais nacionais, com as cachaças, azeites, vinhos, espumantes que já recebem prêmios mundiais, doces e geleias do sertão das caatingas, produtos amazônicos como chocolates produzidos por comunidades que protegem a selva, ou seja, desde o sul do pampa, por todos os biomas, mata atlântica, pantanal, cerrado, caatinga ao norte amazônico o Brasil terá oportunidades com indicações geográficas e principalmente com uma imensa riqueza voltada ao “agroturismo”.

A indústria brasileira passará por uma séria competição, e precisaremos de ações em logística e estruturas financeiras de suporte para o desenvolvimento que advirá deste acordo. A educação será favorecida com acordos como, por exemplo, já participo. Realizo há 11 anos um MBA internacional FAM – Food & Agribusiness Management atraindo jovens do mundo inteiro, não apenas da Europa, com Audencia Business School de Nantes e FECAP no Brasil.

Mas o muito além das fronteiras está também no desenvolvimento que, juntos, Brasil, Mercosul e Europa, precisaremos fazer no continente africano, nas zonas de miséria e pobreza do mundo, pois há um indicador pouco divulgado em que as duas maiores preocupações da população europeia estão em 60%, reunindo imigração e economia.

Portanto, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul vai muito mais além das nossas próprias fronteiras; significa oportunidades de desenvolvimento econômico e social para mercados com imenso contingente populacional que precisam ser integrados e receber parte dos 17 ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Nesse aspecto ocorre agora uma redescoberta da Europa com a América onde parte dessa América, o Mercosul que em breve levará junto toda a América Latina, para uma nova descoberta planetária, a cidadania e um sistema de saúde mundial onde o alimento, a energia, e o meio ambiente são fundamentais. Neste aspecto, o Brasil é vital para a dignidade das nações da faixa tropical mundial.

Se olharmos para o biogás, com biodigestores, biofertilizantes, em modelos já presentes como no exemplo MWM, uma empresa Tupy com a cooperativa Primato de Toledo (PR), iremos reunir um movimento fortemente já presente na Europa com este no início no Brasil, mas essencial para ser exportado para toda a América Latina e África. Mais um exemplo socioambiental e econômico, assim como todo o potencial para a ILPF: integração entre lavoura, pecuária e florestas.

Para já, café brasileiro solúvel especial, frutas brasileiras, mel, açúcar, espumantes, cachaças e biocombustível, com agroturismo tropical direto no europeu, e que possamos brindar com fartura e saborear também o melhor dos europeus para os brasileiros. E, acima de tudo isto, acordos científicos que permitam com velocidade adquirirmos conhecimento, os implementarmos e defendermos a paz.

O sistema cooperativista, as cooperativas da Europa e do Mercosul têm uma missão também vital doravante, numa efetiva e veloz intercooperação, pois as cooperativas europeias e brasileiras reunidas significarão a prosperidade em todas as regiões ainda carentes de dignidade humana na terra.

Um brinde ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Um fato positivo num momento crítico e muito difícil da história humana na Terra. Uma redescoberta em 2026, 532 anos depois da chegada de Cristóvão Colombo neste continente, que tenha início com a Europa e o Mercosul se redescobrindo.

 

José Luiz Tejon é vice-presidente para o Agro na ADVB e na FBM.
Publicitário, jornalista, conferencista internacional e Top of Mind de RH/2011 brasileiro, considerado uma das maiores autoridades nas áreas de marketing em agronegócio, gestão de vendas, liderança, motivação e superação humana.

 

 

Fonte: Rádio Eldorado/Estadão – Acordo UE & Mercosul muito além das fronteiras.
https://tejon.com.br/blog/radio-eldoradoestadao-em-3-anos-brasil-abriu-535-mercados-e-a-hora-e-a-vez-do-marketing

 

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