Bloomberg — A Exxon Mobil considera seriamente a possibilidade de voltar a investir na Venezuela apenas alguns meses depois de o CEO Darren Woods dizer ao presidente Donald Trump que o setor petrolífero do país sul-americano era “impossível de investir”.
Recentemente, a Venezuela alterou as regulamentações de energia e os termos dos contratos para torná-los mais atraentes para as empresas estrangeiras depois que o governo Trump capturou o ex-líder Nicolas Maduro em janeiro e assumiu o controle das exportações de petróleo bruto do país.
“A Venezuela é um recurso enorme que agora está se abrindo mais livremente para o mundo”, disse Woods em uma teleconferência com analistas na sexta-feira (1º). “Sinto-me positivo em relação ao que está acontecendo, à oportunidade que existe lá.”
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A Exxon tem uma longa história na Venezuela, mas teve suas operações nacionalizadas duas vezes, primeiro na década de 1970 e depois sob o comando do presidente Hugo Chávez, em meados da década de 2000.
Em uma reunião na Casa Branca no início deste ano, Woods disse a Trump que o país era “impossível de investir”, o que levou o presidente a caracterizar a Exxon como “fofa demais” [“too cute”, no original].
As recentes mudanças dos líderes venezuelanos poderiam criar “oportunidades de investimento atraentes”, disse Woods. Ele enfatizou a longa história da Exxon na produção de petróleo pesado, que constitui a maior parte das reservas da Venezuela. A empresa enviou uma equipe ao país nas últimas semanas para avaliar a situação.
Além de a Venezuela abrigar as maiores reservas de petróleo do mundo, as refinarias da Costa do Golfo dos EUA valorizam muito seu petróleo bruto.
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“Há mais trabalho a ser feito, mas acho que estaremos em uma posição única e desempenharemos um papel importante para levar esses barris ao mercado”, disse Woods.
A rival Chevron é a maior produtora estrangeira de petróleo da Venezuela, depois de decidir permanecer no país apesar das nacionalizações de Chávez.
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A Venezuela devia à Chevron cerca de US$ 1,5 bilhão no final de 2025. Os preços mais altos do petróleo significam que isso deve ser totalmente pago até 2027, disse o CEO Mike Wirth na sexta-feira.
Nesse ponto, a Chevron consideraria mais investimentos no país, onde atualmente produz cerca de 250.000 barris por dia, disse ele.
“Acho que, em qualquer cenário, continuamos a ser o incumbente com vantagem”, disse Wirth.
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