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Companhia aérea Spirit encerra operações após colapso de resgate pela Casa …

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Bloomberg — A Spirit Aviation encerrou suas operações após a companhia aérea americana de baixo custo, que já enfrentava dificuldades, sucumbir ao peso da alta dos preços dos combustíveis e ao fracasso do pacote de resgate oferecido pelo presidente Donald Trump.

Todos os voos da Spirit foram cancelados e os passageiros foram aconselhados a não irem ao aeroporto, após a companhia aérea não conseguir fechar um acordo com o governo Trump para obter financiamento.

“Sustentar o negócio exigia centenas de milhões de dólares adicionais em liquidez, que a Spirit simplesmente não possui e não conseguiu obter”, disse Dave Davis, CEO da Spirit, em um comunicado no sábado (2).

“Isso é extremamente decepcionante e não era o resultado que nenhum de nós desejava.”

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O governo dos EUA havia considerado fornecer à Spirit US$ 500 milhões em troca de garantias para comprar até 90% da companhia aérea assim que ela saísse da recuperação judicial. Mas os principais credores não concordaram com o acordo, que daria ao governo prioridade sobre outros credores.

O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse que o governo “não estava surpreso com o que aconteceu”, e afirmou que as autoridades estavam preparadas para as possíveis decisões que a Spirit tomaria.

“No fim, esta foi uma questão de credores”, disse ele. “Eles têm a palavra final sobre se querem ou não fazer um acordo com o governo.”

Enquanto o resgate do governo estava em jogo, um grupo de credores, incluindo o Citadel, de Ken Griffin, resistiu a termos que consideravam prejudiciais aos seus créditos e recuperações, disseram pessoas familiarizadas com o assunto nesta semana. O grupo fez uma contraproposta, de acordo com uma dessas pessoas.

No início da tarde de sábado, Duffy anunciou medidas para apoiar os passageiros e funcionários da Spirit, e afirmou que diversas companhias aéreas, incluindo United Airlines, Delta Air Lines, American Airlines, Southwest Airlines e JetBlue Airways, concordaram em limitar os preços ou reduzir as tarifas para os clientes afetados pela paralisação.

“Mobilizamos nossas companhias aéreas parceiras para garantir que os passageiros não fiquem retidos, que as comunidades mantenham o acesso às rotas, que as tarifas não disparem e que os funcionários da Spirit sejam conectados a novas oportunidades de emprego”, disse Duffy em um comunicado.

A companhia aérea, que possui importantes hubs em Fort Lauderdale e Orlando, na Flórida, e em Las Vegas, vem enfrentando dificuldades há anos, mas seus problemas foram agravados pelo aumento dos preços do combustível de aviação, provocado pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que já dura três meses.

Leia também: ‘Território desconhecido’: aéreas elevam tarifas e taxas com alta do combustível

O conflito praticamente fechou o Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o fluxo de energia, levando a uma disparada nos preços do petróleo e do gás.

O resgate da Spirit, uma companhia aérea que existe desde a década de 1980, teria sido a mais recente tentativa de Trump de intervir em uma empresa americana em dificuldades.

Embora a decisão de adquirir uma participação de 10% na Intel tenha se mostrado acertada até o momento, a fabricante de chips americana não estava à beira do colapso como a Spirit. O Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, foi uma figura central tanto nas negociações com a Intel quanto com a Spirit.

As discussões sobre o resgate da Spirit ocorreram após um período turbulento para a companhia aérea. A empresa entrou com pedido de proteção contra credores (Chapter 11) em agosto, a segunda vez em menos de um ano.

Antes do início da guerra com o Irã, no final de fevereiro, esperava-se que a companhia aérea saísse da recuperação judicial durante o verão, após chegar a um acordo com os credores sobre um plano para reduzir bilhões de dólares em dívidas e o custo de sua frota. Em vez disso, o aumento dos custos de combustível colocou a companhia aérea em risco de liquidação.

Leia também: De Delta a United, aéreas cortam voos e reduzem frotas com disparada do combustível

O governo Trump tentou culpar o governo do ex-presidente Joe Biden pelos problemas da Spirit, lembrando que seu Departamento de Justiça entrou com uma ação judicial para impedir a fusão entre a Spirit e a JetBlue por questões antitruste. O acordo acabou sendo bloqueado por um juiz federal em 2024.

A Spirit não é a única companhia aérea que está sofrendo com o conflito no Oriente Médio. CEOs de outras companhias aéreas de baixo custo se reuniram com Duffy e outros altos funcionários do governo em 21 de abril para discutir os desafios que enfrentam.

A Associação de Companhias Aéreas de Baixo Custo (Association of Value Airlines), que representa companhias aéreas de baixo custo, incluindo a Frontier e a Allegiant Travel, solicitou ao governo US$ 2,5 bilhões para ajudar seus membros a combater o aumento dos preços do combustível de aviação.

No sábado, Duffy rejeitou a ideia, dizendo que não acredita ser necessário que o governo forneça esse auxílio.

Trump disse em 23 de abril que estava considerando a possibilidade de os EUA comprarem a Spirit. As negociações entre o governo e a companhia aérea terminaram sem um acordo, embora o cronograma seja incerto.

Há relatos de que a Spirit estava preparando o terreno para encerrar suas operações. Mas uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg News disse que a Casa Branca instruiu Lutnick a informar à companhia aérea que um acordo não seria fechado na quinta-feira. Essa pessoa não sabia se alguma proposta revisada foi feita depois disso.

Os planos do governo de intervir para resgatar a Spirit geraram reações negativas de parlamentares de ambos os partidos.

O senador Ted Cruz, presidente republicano do Comitê de Comércio do Senado, chamou a possibilidade de um resgate governamental para a Spirit de “ideia PÉSSIMA” em uma publicação nas redes sociais quando surgiram os primeiros relatos sobre as discussões.

A senadora democrata Elizabeth Warren também questionou o possível uso de dinheiro público.

“A guerra de Donald Trump com o Irã causou a disparada dos preços dos combustíveis que finalmente levou a Spirit Airlines à falência”, escreveu ela em 22 de abril no X. “O que o povo americano ganha com esse resgate pago pelos contribuintes?”

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