28.7 C
Marília
HomeAgronegócioUPL resgata Sinova com aporte de R$ 450 milhões

UPL resgata Sinova com aporte de R$ 450 milhões

spot_img



A indiana UPL quer tirar a Sinova do atoleiro. Em uma transação desenhada para fortalecer o capital de giro e reduzir o endividamento, a gigante de defensivos agrícolas vai fazer um aporte de R$ 450 milhões (o equivalente a US$ 86,4 milhões) na rede de revendas agrícolas.

As informações foram divulgadas pela UPL na bolsa de Mumbai, onde a companhia está listada.

Com o investimento, a UPL assume de vez o controle da Sinova, ficando com 55,81% do capital da companhia. Antes da injeção, os indianos detinham uma participação de 49,81%.

A americana Bunge também é uma importante acionista da rede de revendas e chegou a ter 33% da Sinova, mas não está claro se deu alguma contribuição ou foi apenas diluída.

Fundada por Marcos Vimercati na virada do milênio, a Sinova cresceu vertiginosamente no Cerrado a partir da segunda metade da década de 2010, quando atraiu a UPL e o Global Capital Fund como sócios.

Em poucos anos, a então Sinagro — que foi rebatizada como Sinova em 2024 — abriu dezenas de lojas, saindo menos de 15 lojas para mais de 60 lojas, com foco em Mato Grosso e Goiás.

No auge, a Sinova faturou mais de R$ 4 bilhões e chegou a mirar em R$ 6 bilhões, mas a companhia encolheu drasticamente nos últimos anos, acompanhando a crise que atingiu diversas redes de revendas.

Os números divulgados pela UPL evidenciam o encolhimento. Em 2023, a Sinova faturava US$ 849 milhões. No ano passado, as vendas somaram apenas US$ 329 milhões. Em apenas dois anos, portanto, o negócio perdeu mais da metade do faturamento.

Ao socorrer a Sinova com um aporte de capital, a UPL busca estancar a crise, evitando um colapso parecido ao sofrido por concorrentes como Agrogalaxy e Lavoro.

A injeção de capital também simboliza a relevância da rede de revendas para o grupo indiano. Quando investiu na distribuição de insumos, a UPL almejava ter um canal de acesso para vender o portfólio de defensivos.

Um raciocínio semelhante valia para a Bunge, que investiu na Sinova para fortalecer a capacidade de originação de grãos.



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img