O órgão de planejamento estatal chinês bloqueou a venda da startup de inteligência artificial Manus pela Meta nesta segunda-feira, 27. A empresa de Singapura com raízes chinesas estava prevista para ser vendida por US$ 2 bilhões.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma tomou a decisão baseada nas leis e regulamentos e o órgão pediu para que as partes retirassem a transação de aquisição do investimento estrangeiro. O anúncio da compra aconteceu em dezembro do ano passado.
Sobre a Manus
A Manus é uma empresa desenvolvedora de inteligência artificial cujo diferencial é oferecer um agente de IA autônomo e que não dependa de múltiplos comandos do usuário para alcançar a resposta desejada.
A empresa garante que é capaz de planejar, executar e concluir tarefas de forma independente, seguindo as instruções recebidas.
Embora a startup esteja hoje sediada em Singapura, ela foi fundada e anteriormente operava na China e, por isso, passou a ser alvo dos reguladores do país.
Regras
O acordo havia atraído escrutínio tanto de Pequim quanto de Washington, já que legisladores nos EUA proibiram investidores americanos de financiar diretamente empresas chinesas de IA. Ao mesmo tempo, a China tem intensificado esforços para desencorajar fundadores chineses de IA a transferirem seus negócios para o exterior.
Vale dizer que a empresa foi fundada na China antes de se transferir para Singapura e, por conta disso, a aquisição precisa da aprovação de Pequim.
Ao mesmo tempo, a China possui uma série de leis e regulamentos para o setor de tecnologia, incluindo controles sobre exportação ou venda para empresas estrangeiras.





