Depois de sofrer um revés judicial em fevereiro, a gaúcha Cotribá voltou à Justiça para tentar (outra vez) entrar em recuperação judicial — um mecanismo que não está previsto em lei para cooperativas.
O pedido foi protocolado na última semana na Vara Empresarial de Santa Rosa, apurou The AgriBiz. Os detalhes do processo seguem em segredo de justiça.
Na nova tentativa, a Cotribá trocou de advogados. O escritório Mothes Advogados, que assessorou a cooperativa na primeira tentativa, foi substituído pela firma paulista Freire, Assis, Sakamoto e Violante Advogados e Associados.
O pedido de recuperação judicial representa mais um novo esforço para a cooperativa mais antiga do Brasil tentar renegociar mais de R$ 1 bilhão em dívidas — resta saber se o desfecho será diferente, uma vez que a Cotribá pode esbarrar, de novo, no TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul).
No final do ano passado, o juiz Eduardo Sávio Busanello, de Santa Rosa (RS), chegou a conceder uma cautelar antecedente à RJ para a cooperativa, mas a desembargadora Eliziana da Silveira Perez, do TJ-RS, reformou a decisão em seguida, entendendo que uma cooperativa não poderia pedir recuperação judicial. A Cotribá até tentou recorrer, sem sucesso, o que a fez desistir do processo.
Nesse meio tempo, a cooperativa promoveu uma série de mudanças organizacionais, como a troca do CEO, substituindo Luís Felipe Maldaner, que estava no cargo há apenas quatro meses, por Paulo Goulart, CEO da Gocil.
Na última semana, Goulart disse ao AgFeed que a cooperativa é assessorada pela Highway Capital, uma firma pouco conhecida no mercado que atuaria com ativos estressados. O próprio Goulart faria parte da Highway.





