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MP investiga condições do aeroporto em Marília; laudo orienta interdição

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Marília O Ministério Público do Estado instaurou inquérito civil em Marília para apurar a denúncia de más condições do aeroporto da cidade.

A investigação, que começou com uma representação, pode ganhar mais documentos, como um laudo de arquitetura que aponta riscos na estrutura.

O procedimento acompanha uma representação do piloto Jolando Gatto, diretor no Aeroclube de Marília.

A instauração do procedimento está em publicação oficial do órgão, sem detalhes das medidas oficiais.

A implantação de novo terminal é uma das obrigações no contrato da Rede VOA, concessionária que assumiu o aeroporto em 2022.

Conclui-se pela necessidade de interdição imediata do terminal de embarque e desembarque do Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich

Pedro Leonardo Negreiros Bonani, arquiteto e urbanista

Um projeto do governo do Estado previa terminal para operação de até seis aeronaves de forma simultãnea a aproximadamente 600m do atual. A concessionária, porém, prevê usar o espaço em locação e fonte de renda.

Assim, lançou projeto para reformar e ampliar o antigo prédio, em projeto que impacta o aeroclube e prevê, até demolição da instituição. Há pedido de desocupação em impasse judicial.

Além do MP, o piloto levou o caso à Artesp, a agência reguladora de transportes, mas ainda não há manifestação do órgão.

Laudo de arquitetura

O piloto recebeu também o laudo em levantamento do arquiteto Pedro Leonardo Negreiros Bonani em vistoria técnica nos dias 13 e 14 de abril.

Urbanista e consultor em análise de construções, o arquiteto estuda de forma especial projetos de aeródromos desde 2017.

O documento aponta ”manifestações patológicas relevantes” com destaque para “fissuras e trincas”, bem como possível comprometimento que exige mais estudos.

Além disso, apresenta avaliações de riscos sobre ligações elétricas, levantamentos sobre condições da calçada e mais detalhes da estrutura.

“A edificação apresenta manifestações patológicas relevantes, com destaque para fissuras e
trincas em evolução, especialmente em elementos de vedação”, diz.

Possível comprometimento

Conforme a análise, há indicação de movimentações e possíveis comprometimentos dos sistemas construtivos.

“Soma-se a isso o fato de a cobertura ser predominantemente e em estrutura de madeira, em grande parte exposta (sem forro), o que potencializa a vulnerabilidade do sistema estrutural.”

O documento lembra, inclusive, que o terminal está sujeito a vibrações decorrentes das operações de pouso, decolagem e movimentação de aeronaves.

“Ressalta-se, ainda, que a edificação foi concebida em contexto anterior à operação de aeronaves de maior porte atualmente atendidas.”



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