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Claro avalia entrada no mercado de energia, diz CEO

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A Claro está avaliando ativamente a sua entrada no mercado de energia elétrica. Durante o lançamento dos novos planos pós-pagos com nuvem de Apple e Google nesta quinta-feira, 23, Rodrigo Marques, CEO da operadora, afirmou que a proposta e a estrutura do negócio estão sendo desenhadas.

Sem informar se será uma iniciativa própria, em parceria ou joint-venture, o executivo afirmou que o objetivo da Claro é encontrar um formato que entregue valor e diferenciação real ao consumidor.

A operadora avalia atuar no mercado livre de energia ou com geração distribuída.

Importante dizer, a companhia conta com 122 usinas de energia limpa, sendo 109 solares, 7 hidrelétricas, 4 de cogeração e 2 de biogás para uso interno. Com esse arcabouço, mais de 80% da sua operação é abastecida por fontes renováveis de energia no Brasil.

Data centers e a promessa da Claro

O CEO da Claro confirmou ainda que, caso o Redata seja aprovado no Brasil, a operadora tem um acordo com NVIDIA para trazer suas unidades de processamento gráfico (GPU) ao Brasil e oferecer “GPU as a service” por meio de seus data centers ao B2B.

Desde o começo do ano, a Claro é parceira da NVIDIA neste tipo de oferta na América Latina (NVIDIA Cloud Partner). Contudo, Marques afirmou que o custo é caro para trazer os equipamentos e o processamento em GPU – muito usado no treinamento de aplicações e algoritmos – em uma espécie de obstáculo tributário.

Atualmente, a oferta de GPU as Service com a Claro está sendo realizada em parceria com a Oracle nos Estados Unidos e o executivo da operadora confirmou que já tem seus primeiros clientes.

Com uma eventual aprovação da isenção fiscal para trazer esses equipamentos, a Claro trará as GPUs para os seus centros de dados com intuito de suportar a demanda por treinamento para a IA. Atualmente, a operadora possui entre “cinco e sete data centers” no Brasil em locais como São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas.

Starlink e MVNOs

O CEO da Claro afirmou que está com múltiplas negociações em aberto para ancorar mais operadoras virtuais móveis (MVNOs). A posição do executivo foi compartilhada com Mobile Time em resposta a um posicionamento de players do setor que veem as regras do novo PGMC como impeditivo para a chegada de novas MVNOs.

Apesar do tema estar em voga desde 2025 e ter sido reforçado no recente Fórum de Operadoras Inovadoras, na visão de Marques, há muito espaço para o surgimento de novas operadoras virtuais usando sua rede.

Sobre a Nucel, a MVNO do Nubank, o executivo afirmou que a operadora virtual do banco trouxe impacto relevante à portabilidade de novos clientes. Mas não quis revelar quanto. Apenas reforçou que o contrato é de longo prazo.

De acordo com o relatório financeiro do primeiro trimestre de 2026 divulgado no feriado do dia 21 de abril, a operadora relatou um ganho de 900 mil linhas portadas, na comparação com o mesmo período um ano antes.

Outro tema que Marques confirmou em seu radar é a parceria em satélites. O CEO afirmou que a Claro está em conversas iniciais com a Starlink para oferecer serviços de conectividade satelital, em especial o direct-to-cell (D2C), que conecta diretamente satélites aos handsets e dispositivos conectados em regiões que não há redes terrestres.

Porém, a companhia está discutindo o melhor formato de modelo de negócio que seja saudável para Claro e para a companhia satelital.

M&A

Em continuidade a uma fala do presidente da América Móvil, Daniel Haji, que reconheceu a possibilidade de mais fusões e aquisições, o CEO local reconheceu que existe mais oportunidades de M&A no mercado brasileiro, desde que façam sentido econômico e gerem valor para o seu cliente B2B ou B2C.

Uma dessas empresas que está sob avaliação da Claro é a Oi Soluções. Mas também consideram adquirir mais players do mercado de fibra ótica, como fizeram recentemente com a Desktop.

Marques afirmou que a compra da ISP foi baseada em três pilares:

  1. Concentração de sua atuação em uma única região, estado de SP;
  2. Uma rede de qualidade que pode ser acoplada à Claro;
  3. Quantidade de clientes que podem se beneficiar de uma oferta completa, com móvel e serviços digitais agregados à Internet com fibra.

Desembolsando R$ 4 bilhões na compra da Desktop (R$ 2,4 bilhões pela aquisição e R$ 1,6 bilhão para quitar dívidas), a Claro ainda aguarda aprovação do Cade e da Anatel para começar a integrar, lembra o CEO.

Dito isso, o executivo afirmou que olham ISPs em todo o Brasil, em especial com operações geograficamente concentradas, com sinergias operacionais, comerciais e com preço razoável.

Fair Share

Marques também reforçou em conversa com jornalistas que vai contribuir para a recente consulta pública da Anatel sobre o Fair Share. Em sua visão, os grandes aplicativos e plataformas de tecnologia utilizam as redes públicas de forma massiva, mas não remuneram justamente por esse uso.

Lembra que as operadoras investem bilhões em suas redes, mas que arcam sozinhas com esses custos, ao mesmo tempo que os principais geradores de tráfego se isentam de pagar por essa infraestrutura.

Disse ainda que a interconexão entre data centers, que evitaria o tráfego das plataformas e aplicações em rede pública, não anula o problema. Explicou que a questão está relacionada mais ao tráfego massivo que precisa passar pelas redes públicas, além de recordar que a própria oferece serviços de interconexão em sua fibra.    

Imagem principal: CMO da Claro, Marcio Carvalho (de blazer) e o CEO Rodrigo Marques (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time)

 

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