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ETF brasileiro da BlackRock atrai o maior fluxo semanal em mais de 15 anos

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Bloomberg — Quase US$ 1 bilhão em novos recursos entraram no fundo de índice negociado em bolsa (ETF) da BlackRock que acompanha ações brasileiras na semana passada — o maior volume em mais de 15 anos — com investidores se posicionando antes de um ano decisivo para o mercado do país.

O iShares MSCI Brazil ETF (EWZ), com patrimônio de US$ 11,9 bilhões, registrou mais de US$ 966 milhões em entradas na semana encerrada em 17 de abril, seu maior fluxo semanal desde janeiro de 2011.

O fundo já atraiu mais de US$ 3 bilhões em novos recursos no acumulado deste ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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Apostas de queda nos juros e expectativas de políticas mais favoráveis ao mercado após a eleição presidencial em outubro atraíram investidores para ações brasileiras este ano, mesmo em meio à maior volatilidade do mercado motivada pelo conflito no Oriente Médio.

Os juros reais elevados e a exposição ao petróleo também impulsionaram os ativos nos últimos meses.

Leia também: Do Brasil à Turquia, países emergentes voltam a emitir títulos globais em abril

“O Brasil tornou-se, de certa forma, um porto seguro neste ambiente de maior risco”, disse Ola El-Shawarby, gestora na VanEck.

“O país é um exportador de commodities e rico em energia, o Banco Central iniciou um ciclo de afrouxamento que deve continuar e também houve sinais promissores no cenário político” antes das eleições presidenciais de outubro.

Pesquisas recentes que mostram o senador Flávio Bolsonaro mantendo o fôlego na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva despertaram otimismo de um governo mais favorável ao mercado.

O presidente de 80 anos viu uma vantagem de 10 pontos desaparecer desde dezembro, à medida que a inflação persistente e a economia estagnada pesam sobre seus índices de aprovação.

As entradas de recursos também ocorreram à medida que as esperanças de uma desescalada da guerra no Oriente Médio impulsionaram os ativos de risco globalmente na semana passada, antes de um impasse entre o Irã e os EUA no fim de semana.

Um índice da MSCI de ações de mercados emergentes acumula alta de quase 15% em abril, após uma queda de dois dígitos no mês anterior.

“Passamos por um teste de fogo em março e, mesmo no meio dessa volatilidade toda, o fluxo continuou”, afirmou Frederico Sampaio, codiretor para América Latina da Templeton Global Investments.

“Não quer dizer que a gente não possa ter um novo ruído ou alguma coisa acontecendo de novo. Temos que esperar para ter mais convicção e mais certeza.”

Leia também: Ganhos de US$ 4 trilhões: como as ações de tecnologia voltaram a impulsionar o S&P 500

Sampaio afirmou que permanece cautelosamente otimista em relação às perspectivas, destacando que a situação no Oriente Médio e seu impacto potencial sobre a trajetória dos juros no Brasil são fatores-chave.

Com a disparada do petróleo durante o conflito, operadores reduziram as apostas em um ciclo de afrouxamento mais intenso e agora veem o banco central cortando a Selic em cerca de 225 pontos-base no total, abaixo dos 300 pontos-base projetados no fim de fevereiro. As autoridades monetárias realizaram o primeiro corte, de 25 pontos-base, em março.

O interesse estrangeiro por ações brasileiras tende a ser mais “seletivo”, e novos ganhos dependem de resultados corporativos e da escolha de setores, em vez de uma continuidade de uma alta generalizada, segundo Axel Christensen, estrategista-chefe da BlackRock para América Latina.

Em outros mercados, as entradas em ETFs de mercados emergentes listados nos EUA — que investem em nações em desenvolvimento ou em países específicos — totalizaram US$ 3,29 bilhões na semana encerrada em 17 de abril, comparado a ganhos de US$ 1,15 bilhão na semana anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg. No acumulado do ano, as entradas somam US$ 40,6 bilhões.

Veja mais em Bloomberg.com

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