Em um cenário em que apenas 30% das empresas brasileiras investem em Inteligência Artificial (IA) mirando aprimorar suas operações logísticas, segundo dados da SimpliRoute, empresas como Amazon, a recém-chegada ao Brasil Krispy Kreme e Bagaggio têm apostado na tecnologia para transformar suas operações.
O tema foi abordado no painel “O poder da experiência: Logística como diferencial competitivo”, realizado no primeiro dia do Vtex Day 2026, em São Paulo. O painel contou com a presença de Julia Salles, diretora de FBA Brasil da Amazon; Filipe Barbosa, CEO da Bagaggio; e João Luiz Marçola, CEO da Krispy Kreme.
Além da logística, Julia conta que a Amazon tem investido em outras áreas em que a IA pode ajudar, como no cadastro de produtos, em que a tecnologia pode ser aplicada na descrição, desde bullet points até imagens. A experiência do consumidor também foi uma área em que a multinacional conseguiu aplicar a IA, permitindo antecipar a demanda e oferecer uma navegação mais personalizada.
“A gente tem pensado em como é que a gente consegue usar essa tecnologia para melhorar ainda mais toda a cadeia, desde a hora que o cliente vai comprar até toda a parte de logística e a parte de pós-venda”, acrescenta.
Na Krispy Kreme, o caso é um pouco parecido. De acordo com o CEO da rede de donuts, a IA é usada desde a previsão de demanda até as entregas. A rede está fazendo um teste piloto com uma câmera equipada com IA, que ajuda a mapear a linha de produção. Além de contar a quantidade de donuts que estão sendo produzidos, ela também atua na parte de qualidade da produção.
“A gente tem a foto de um donut perfeito que se espera que vai ser produzido e ela vai ajudando a dizer: ‘olha, essa quantidade que foi produzida, tanto quanto a qualidade’. Então a gente começa a ter indicadores e o poder de tomar a decisão muito mais próximo, mais efetivo em relação a esse tema de qualidade”, diz Marçola.
A IA tem sido uma grande aliada das empresas na tomada de decisão e essa é uma das áreas em que a Bagaggio aplica a tecnologia. “Então, há pequenas decisões a serem tomadas, como avaliar se esse produto está bom ou ruim, o que eu faço com isso, ou como eu vejo para o cliente a situação, como no nosso caso que tem sido um uso interessante, para que loja eu mando cada produto”, destaca.
Imagem: Mercado&Consumo (Felipe Mario)





