Apesar do desempenho recorde nas exportações do agronegócio, o mercado interno de proteínas animais segue pressionado no Brasil, com recuo nos preços do animal vivo e da carne. Dados do Cepea indicam que a demanda doméstica enfraquecida, já observada ao longo de março, permanece na primeira quinzena de abril.
Esse cenário tem sido agravado por um ambiente de elevada oferta e forte competitividade entre os agentes do setor, o que intensifica o movimento de desvalorização ao longo da cadeia produtiva, impactando tanto a suinocultura quanto a avicultura.
Preços do animal vivo atingem menor nível desde 2022
Levantamentos recentes apontam que, entre os dias 7 e 14 de abril, as quedas nos preços do animal vivo foram as mais intensas desde o início de 2026. O movimento evidencia um desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno, com volumes disponíveis superiores à capacidade de absorção do consumo doméstico.
Em termos reais, os preços do animal vivo atingiram os menores patamares desde março de 2022, refletindo a pressão exercida pela sobreoferta e pela dificuldade de repasse de custos ao consumidor final.
Carne registra menor valor real desde 2020
No segmento de carne, o comportamento segue a mesma tendência. Segundo o Cepea, os preços atuais são os mais baixos, em termos reais, desde maio de 2020. A combinação entre consumo enfraquecido e maior disponibilidade de produto no mercado interno tem limitado a sustentação das cotações.
Exportações não compensam pressão interna
Embora o Brasil mantenha forte desempenho nas exportações de proteínas, esse fator não tem sido suficiente para equilibrar o mercado doméstico. A elevada produção, aliada à desaceleração do consumo interno, mantém o setor sob pressão.
O cenário reforça os desafios enfrentados pela cadeia produtiva de proteínas animais, que precisa ajustar a oferta à demanda e buscar maior equilíbrio entre mercado interno e externo para sustentar a rentabilidade dos produtores e da indústria.
Referência: CEPEA
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