Marília – O empresário João Henrique Pinheiro, ex-candidato a prefeito de Marília, está desde a quinta-feira, 9, em prisão preventiva na Bolívia por denúncia de golpe contra produtores de cana e seu julgamento deve começar em julho.
A ordem de prisão saiu em audiência preliminar em tribunal boliviano depois que a Justiça da Espanha autorizou a extradição do empresário. João ficou preso em Madrid desde o dia 27 de maio de 2025 a pedido da justiça boliviana e o chamado ‘alerta vermelho’ da Interpol.
Informações na mídia da Bolívia indicam que o risco de fuga em caso de liberdade foi um dos argumentos para a ordem de prisão. O impasse entre Pinheiro e os produtores bolivianos já dura seis anos.
João Pinheiro deve ficar na cadeia pública de Bermejo, uma pequena cidade ao sul da Bolívia, na região onde vivem os produtores que o acusam. É uma cadeia pequena e que, recentemente, teve notícias tanto de superlotação quanto de danos por tempestade.
Conforme publicação do site elpais.bo, a audiência que encaminhou a decisão para prisão preventiva levou horas e pressão pública.
Denúncia de golpe
Os produtores de Tarija, estado no sul da Bolívia, acusam João Pinheiro de fraude na venda e promessa de entrega de máquinas. O investimento, em forma de uma união de produtores rurais, deveria criar um centro de processamento de cana.

Mas os equipamentos, com apontamentos de valores em R$ 3 milhões, nunca chegaram. Os produtores tiveram, inclusive, uma delegação em Marília sem acordo.
Houve notificações judiciais para esclarecimento no Brasil, mas sem retorno, até o pedido internacional de prisão pela Interpol.
João foi preso quando desembarcou na Espanha. Apesar do longo período na prisão – aproximadamente 300 dias – tinha contato regular com a família. AInda não há informações vcomo será agora.
Empresário e ex-candidato
João Pinheiro é dono de uma empresa de comércio exterior, a Sugar Brasil, e atua também com negociação de máquinas rurais. Em 2024 foi candidato a prefeito em Marília e teve repercussão nacional como o mais rico na disputa do país: declarou patrimônio de R$ 2,8 bilhões.
Além da denúncia na Bolívia, ele tem condenação por estelionato no Brasil e usou o caso como tentativa de repatriação após sua prisão. Relatou, inclusive, problemas familiares – tem dois filhos menores que vivem com sua atual esposa em Gália.
Mas a Justiça espanhola atendeu o pedido inicial da Bolívia e acordo internacional para extradição.





