Marília – A comoção pela morte da adolescente Maria Rita Bento dos Santos, 17, em caso de feminicídio em Marília teve até homenagem de professores da escola que ela frequentou.
Maria Rita morreu na segunda-feira em ataque do namorado, Leandro Idalino de Marcos, 48. Horas depois ele cometeu também um atentado a faca contra sua ex-mulher, que está no HC Famema.
Maria Rita foi aluna da escola Reiko Uemura. A Polícia descobriu o corpo da jovem na noite da segunda-feira, após o atentado, durante queixa de desaparecimento.
“Nós, professores da Escola Reiko, recebemos com tristeza a notícia do falecimento de nossa aluna. Ela fez parte da nossa comunidade escolar e será lembrada com respeito e carinho. Manifestamos nossos sinceros sentimentos à família e aos amigos neste momento difícil. Desejamos que encontrem força e conforto para atravessar essa perda. Com solidariedade, Professores da Escola Reiko“, diz a mensagem.
Foi uma entre muitas mensagens de pesar e carinho nos registros do obituário de Maria Rita.
“Que sua passagem seja leve e tranquila, que vc esteja em paz e que receba nossas orações em sua intenção! Justiça será feita minha filha! Que Deus dê forças para sua mãe continuar, consolo e paz ao coração e alma dela!“, diz outra postagem.
O sepultamento aconteceu na terça-feira. A polícia acredita que a menina morreu 12 horas antes da descoberta.
Prisão preventiva
Leandrinho, como o agressor se identifica em redes sociais, alega legítima defesa contra um ‘plano’ para sua morte. Ele chegou a gravar vídeos de momentos com a jovem, inclusive com discussão e agressões, além de supostas situações de envenenamento. Mandou imagens, aliás, para a TV Record, que exibiu alguns momentos.
A prisão em flagrante seguiu para a Vara das Garantias, instância que analisa legalidade da prisão, mas já informações de decretação de prisão preventiva. Ou seja, ele detido durante tramitação inicial do caso até ordem em contrário.
O flagrante encaminha os dados com relato de testemunhas como policiais que cuidaram do caso, bem como testemunha no atentado: a filha. Jovem de 25 anos viu quando Leandro atacou a mãe, dentro do carro, na saída da academia.
Na morte de Maria Rita, uma testemunha importante é mãe, que, inclusive, recebeu de Leandro até uma foto da filha no sofá. A menina poderia estar morta na cena.





