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Júri por mortes em bar fecha portas e protege testemunhas em Marília

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Resumo

O Tribunal do Júri Popular em Marília chega ao terceiro dia com forte sigilo em julgamento sobre as mortes de uma gestante e um zelador em bar da cidade.

São seis réus acusados de diferentes participações no crime, da organização ao fornecimento d e material e execução

O principal alvo da execução foi Manoel da Silva Barreto, enquanto a gestante Carla da Silva de Moraes foi atingida ao lado dele.

A acusação envolve tentativas de homicídio contra outras duas vítimas, além do planejamento relacionado à cobrança de dívidas de drogas.

As alegações finais do Ministério Público e dos defensores devem ser apresentadas hoje, e os jurados votarão em sigilo.

O Tribunal do Júri Popular faz há três dias uma sessão em Marília com forte sigilo que fecha portas, protege pessoas em depoimentos e até isola jurados a cada noite para julgar as mortes de um zelador e uma gestante com bar na cidade.

É uma situação atípica para o modelo mais democrático de prestação judiciária, em que a população decide o destino dos réus.

A grande organização que a Justiça mobiliza para o caso inclui movimentação de seis réus, advogados, familiares e funcionários.

O alvo principal foi Manoel da Silva Barreto, 36, mas morreu também Carla da Silva de Moraes, de 25, a gestante que levou tiro no pescoço por estar ao lado. Escaparam da morte a esposa de Manoel, Fernanda, e o marido de Carla, Vinnicius.

No primeiro dia, a sessão do Júri promoveu depoimentos das testemunhas de acusação. Cinco delas são protegidas, ou seja, com sigilo de nomes e cuidado especial. Ao final da sessão, os jurados seguiram para isolamento, sem contato com público

Na quarta-feira, os sete jurados ouviram os depoimentos das testemunhas de defesa, bem como dos seis réus.

Alegações finais

A quinta-feira começa com as manifestações do Ministério Público, depois os defensores.

Há, inclusive, possibilidade de réplica pela acusação e tréplica com manifestação de defensores. OU seja, dificilmente o caso chega ao fim hoje.

Quando as manifestações acabarem, os jurados vão a uma sala secreta e respondem a quesitos específicos sobre as condutas e eventuais qualificadoras. São situações que agravam o crime, como impedir defesa ou o motivo banal.

Todos votam de forma secreta, sem debates, depois começa a contagem que acaba quando atingir quatro votos pela condenação ou absolvição.

Execução na calçada

Na noite de 25 de novembro de 2020, uma quarta-feira, dois homens desceram de uma moto próxima ao bar na rua Panamá. As vítimas, aliás, estavam na calçada quando os homens começaram a atirar.

Júri analisa mortes de gestante e zelador e duas tentativas com muito sigilo

O zelador tentou correr para dentro do bar, porém, não conseguiu: levou cinco tiros – no tórax, braço e nas costas -. A gestante foi vítima de uma bala que atingiu seu pescoço.

A denúncia aponta que a dupla tentou matar as duas outras vítimas, conduto uma das armas falhou e o outro atirador errou os disparos.

Planejamento e divisão de tarefas

Conforme a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Marília e denúncia do Ministério Público, o motivo foi preparar cobrança por venda de drogas. O devedor seria irmão do zelador que, para o grupo, seria empecilho para cobrança.

Aponta acusado de chefiar o grupo, coordenar a execução e, além disso, passar pelo local para conferir a execução. Outros três foram responsáveis por congtratar atiradores e fornecer as armas, bem como a moto. Enfim, dois foram os atiradores.

Todos os réus chegaram ao julgamento com prisão preventiva em cinco penitenciárias do Estado, dois deles a 45km de Marília, em Álvaro de Carvalho.



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