Marília – O médico Rafael Pascon dos Santos, 43 anos, tornou-se réu no segundo processo que a Justiça instaura em Marília para apurar denúncias de crimes sexuais durante atendimento a pacientes de psiquiatria.
A decisão é da 1ª Vara Criminal da cidade e acompanha denúncia do Ministério Público após relatório da investigação pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Marília.
A juíza Josiane Patricia Cabrini Martins Machado determinou, inclusive, que a defesa técnica do médico apresente em dez dias a resposta à acusação.
Além disso, deve informar documentos e justificações que deseje inserir no caso, bem como especificar provas que pretende produzir. Vai definir testemunhas, porém deve indicar e-mail eletrônico e número de celular ou qualquer outro contato.
O caso envolve duas pacientes que relataram condutas muito semelhantes de toques, contatos e comentários inadequados. Além disso, apontam a conotação sexual e de atos como beijo na boca sem consentimento.
São, inclusive, condutas que as pacientes descrevem no primeiro caso, que provocou a prisão do médico em outubro do ano passado. O caso, aliás, teve audiência no dia 21 e deve avançar para novos procedimentos de apuração.
Rafael Pascon cumpre prisão preventiva na penitenciária de Gália, porém, aguarda julgamento de um Habeas Corpus que tramita no Tribunal de Justiça. Responde ainda a inquérito com acusações semelhantes em Garça.





