Marília – Serviços de Saúde em Marília acusam uma onda de boatos com danos a serviços em casos que já chegaram à Polícia Civil e devem ir também à Justiça na cidade.
Envolvem tanto serviços municipais, como atendimentos em contratos de gestão e serviços do HC Famema, estadual. A disseminação das informações em redes sociais provocou, inclusive, série de notas oficiais para desmentir boatos e notícias falsos.
Na Secretaria Municipal de Saúde, a decisão de levar os casos à Polícia chegou em reunião de diferentes setores com a Procuradoria Jurídica.
O procurador-geral do município, Pedro Galhardo, explicou que a medida é uma reação contra notícias falsas e prejuízos ao serviço.
“A Prefeitura conta muito com todos os serviços de divulgação, respeita todos os veículos de mídia, mas a não pode aceitar notícias falsas”, disse.
‘Desinformação atrapalha’
Segundo o procurador, a desinformação atrapalha os serviços, prejudica o atendimento e causa prejuízo à sociedade de modo geral.
“Não pedimos censura contra quem quer que seja, não queremos proibir ninguém de fazer nada. O que fizemos foi levar à polícia casos de publicações falsas que prejudicam o serviço e a população”, disse.
As notas oficiais acusam mentiras nas publicações, acusações falsas contra gestão e servidores, bem como ameaça ao atendimento.
A Saúde acusa mentiras desde falsas falhas em atendimento até falta de material em unidades. Aponta, inclusive, risco de transtornos para pacientes que podem deixar de procurar os serviços em função das mensagens.
O HC Famema também adotou medidas como notificações extrajudiciais, bem como encaminhamento dos casos para assessoria jurídica.
As notas oficiais apontam ainda falsas acusações contra atendimento nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento).
Além de implicações criminais, a apuração pode levar a medidas como pedidos de indenização pelos eventuais danos aos serviços.





