Resumo
Marília – Mana Mercadante compartilha a dor da perda de sua filha Catarina, que faleceu em um acidente há três anos.
Ela expressa amor, saudade e esperança, enquanto aguarda justiça pelo motorista responsável pela colisão.
Mana homenageia Catarina anualmente, tendo lançado um livro e realizado missas em memória da filha.
O nascimento de seu neto, Benjamim, trouxe renovação e esperança em meio ao luto.
Mana reflete sobre os sonhos não realizados de Catarina, especialmente sua formatura em Medicina.
A vida atravessada por “uma dor que não se explica, apenas se carrega”, é como a professora e empresária Mana Mercadante, mãe da estudante Catarina, lembra a morte tráfica na rodovia SP-333 que completa três anos nesta quinta-feira.
A mensagem está em um longo texto em que ela combina mensagens de amor, muita fé, reconstrução, saudade e esperança. Aliás, uma esperança, inclusive, em medidas judiciais que aguardam recursos do motorista responsável pela colisão que matou Catarina.
Catarina era estudante de medicina em Marília e saiu de Assis na noite de um domingo para voltar à cidade. Em área de Echaporã, uma picape na contramão e em aclive atingiu o Polo que a estudante dirigia. Ela faleceu no local.
“Com ela partiram os sonhos que idealizamos juntas, os planos construídos, o futuro que parecia tão próximo. O tempo passou, mas a saudade não!!”, diz Mana. A mensagem acompanha um vídeo com muitas imagens da filha em diferentes momentos de seus 22 anos.
O que mudou foi que aprendi a caminhar com ela, aprendi a viver mesmo quando tudo em mim doía e dói demais até hoje. Tenho encontrado forças não porque sou forte, mas porque escolhi honrar minha filha aqui na terra e honrar quem me carrega no colo todos os dias: DEUS.
Mana Mercadante, mãe da estudante Catarina Mercadante, morta em 2022
A postagem lembra que em cada ano a mãe encontra uma forma diferente de homenagear a memória de Catarina. “A missa de um ano foi linda, com a presença de todos que a amavam. E no segundo ano, lancei meu livro Jardim da Eternidade, que eu relato o meu encontro com Jesus.”
Justiça
“Ainda aguardamos que aconteça o júri. A justiça dos homens demora, e essa espera também fere. Mas sigo firme, porque a verdade não morre, e a memória da Cati merece ser defendida com dignidade.”
Uma sentença encaminha Luiz Paulo Machado Almeida, que dirigia na contramão até atingir o carro de Catarina, para o Júri Popular. Contudo, recursos da defesa arrastam o caso, atualmente no STJ (Superior Tribunal de Justiça), com derrotas repetidas.
Neto
Mana lembra ainda a reconstrução com momento muito especial. “No meio desse “deserto”, Deus me presenteou com um milagre de continuidade: o nascimento do meu netinho, Benjamim. Ele chegou como promessa e renovo, como sinal de que a vida insiste em florescer mesmo quando o coração está em luto. Benjamim não substitui, porque amor não se substitui, mas soma esperança, luz e sentido.”
Lembra ainda momentos mais difíceis, principalmente 29 de novembro de 2025, quando a turma de Catarina no curso de Medicina da Unimar, fez sua formatura.
“O sonho que sonhamos juntas, o diploma, o jaleco, o futuro que idealizamos com fé, esforço e oração não aconteceu, não deu tempo…”
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