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Primeira audiência do caso Rafael Pascon dura o dia e deve ser retomada nesta sexta • Marília Notícia

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Rafael Pascon está preso desde outubro do ano passado na Penitenciária 2 de Gália (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

A primeira audiência de instrução do caso que envolve o médico psiquiatra Rafael Pascon dos Santos foi realizada nesta quarta-feira (21) e se estendeu por mais de sete horas. Preso preventivamente, ele responde a acusações de importunação sexual e estupro de vulnerável, conforme investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da Polícia Civil de Marília.

A audiência teve início às 9h30, no Fórum de Marília, e foi encerrada por volta das 17h, com interrupção apenas para o intervalo de almoço. Apesar da longa duração, nem todas as denunciantes foram ouvidas, nem ocorreu o interrogatório do réu, o que motivou o adiamento da continuidade do ato processual.

A Justiça marcou a retomada da audiência para esta próxima sexta-feira (23), quando o processo deve prosseguir com as oitivas pendentes.

Rafael Pascon dos Santos participou da audiência por videoconferência, diretamente da Penitenciária 2 (P2) de Gália, onde está custodiado. A medida segue o procedimento padrão adotado em casos de réus presos preventivamente em unidades prisionais.

O médico é alvo de diversas denúncias feitas por pacientes, envolvendo abusos que teriam ocorrido durante atendimentos médicos em Marília. Ele também é investigado por fatos semelhantes nas cidades de Garça e Lins, em inquéritos separados. As acusações incluem importunação sexual e dois casos de estupro de vulnerável, que teriam ocorrido no contexto da relação médico-paciente.

Pascon está preso preventivamente desde 22 de outubro do ano passado. Ele se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, acompanhado por advogados, e passou a noite na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília. No dia seguinte, foi transferido para a Penitenciária 2 (P2) de Gália.

A defesa tentou reverter a prisão por meio de habeas corpus, mas o pedido foi negado pela Justiça, que manteve a custódia preventiva.

Mesmo com o inquérito formalmente concluído em Marília, a Polícia Civil orienta que outras pessoas que ainda não prestaram depoimento procurem a DDM para registrar ocorrência. A investigação segue aberta para acolher e apurar novas denúncias.

A defesa do médico nega as acusações. O caso tramita em segredo de Justiça.





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