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Famema faz 60 anos enquanto une avanços e lutas; veja datas e números

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Resumo

Marília O dia 19 de janeiro de 2026 marca os 60 anos da Famema, institjição que une avanços na Saúde de Marília e luta por respeito

A Faculdade surgiu por lei estadual de 1966, agregou curso de enfermagem e prepara instalação do curso de Psicologia.

Conquistou estadualização em 1994, o que garantiu mais estabilidade financeira e, lentamente, reorganização administrativa.

A Famema (Faculdade de Medicina de Marília), instituição que mudou a formação profissional e atendimento na Saúde da cidade, completa 60 anos de fundação com histórico de avanços, algumas polêmicas e ainda em campanhas por respeito.

Superou crises institucionais, financeiras, investigações federais e disputar políticas enquanto formou médicos e enfermeiros de destaque.

Evoluiu em qualidade, especialistas e pesquisas apesar de não ter campus próprio e nem plano completo de organização mais de 30 anos após a estadualização.

A faculdade avança em desafios que vão de planos para construir um grande campus à luta por melhores salários. Concurso para professores afasta especialistas por ter valores muito baixos. A Famema investe ainda em planos de inovação, tecnologia e expansão de formação.

Famema, 60 anos, une avanços e luta por respeito; veja datas e números
Reestruturação e tecnologia

“Sempre atuamos para garantir o reconhecimento da Famema nos cenários do ensino, da pós-graduação, da pesquisa e da extensão. Agora, esse momento simboliza uma reestruturação institucional gradativa, com forte ênfase na inovação”, destaca o diretor geral, Spencer Luiz Payão.

Entre as principais iniciativas está o encaminhamento do credenciamento do Centro de Inovação Tecnológica da FAMEMA – One Health Innovation Center.

O Centro prevê o desenvolvimento de projetos inovadores voltados à Saúde Integral e poderá se tornar o primeiro do Brasil com esse perfil. A FUNDUNESP será a entidade gestora, com apoio institucional da Fundação Shunji Nishimura.

“Projetamos a FAMEMA para o futuro, integrando a formação de profissionais de saúde com excelência, a pesquisa, a iniciação científica e a inovação tecnológica.”

Relembre datas e dados da faculdade

A criação

A lei estadual 9.236, de 19 de janeiro de 1966, criou a Faculdade e, além disso, provocou em dezembro daquele ano a criação da Fumes (Fundação Municipal de Ensino Superior).

Assim, regulamentou uma instituição mantenedora e, no mês seguinte, em 30 de janeiro de 1967, recebeu a autorização para funcionamento

Ampliação

Em março de 1981 teve um importante passo de ampliação e passou a oferecer o curso de Enfermagem, que manteve alto padrão técnico. Formou 4.079 médicos e 1.333 enfermeiros.

Aliás, a instituição tenta novo avanço agora com projeto para instalar curso de Psicologia, além de pensar em ser Centro Universitário, com mais cursos.

Pós-Graduação

mantém os Programas de Saúde e Envelhecimento (Mestrado Acadêmico) e de Ensino em Saúde (Mestrado Profissional), além de Programas de Residência Médica em 30 especialidades e de Residência Multiprofissional em cinco áreas de atuação. A instituição conta agora com o Programa de Doutorado em Saúde e Envelhecimento, aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com a primeira turma em atividade.

Famema, 60 anos, une avanços e luta por respeito; veja datas e númerosFamema, 60 anos, une avanços e luta por respeito; veja datas e números
Estadualização em 1994 – Famema faz 60 anos com avanços e luta por respeito
Estadualização

Uma grande mobilização de estudantes lançou campanha pela estadualização da Faculdade, que atravessou anos em demandas e disputas políticas.

Os projetos envolviam pedidos para encampação por uma das três universidade estaduais da época – USP, Unesp e Unicamp -, o que nunca aconteceu.

Em 1994, durante governo do ex-promotor de Justiça Luiz Antonio Fleury Filho, o Estado de São Paulo assumiu a gestão e manutenção da instituição. Contudo, não reorganizou a estrutura, que seguiu com vínculos em contratos pela Fumes.

Crise da Fumes e a Famar

Uma crise institucional provocada por dívidas como previdência social colocou em risco a atuação da Fumes, que chegou a sofrer bloqueio de contratações. A Fundação atravessou os anos 90 sob forte pressão financeira e política.

Em 2007 surgiu a Famar (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília), apesar de a Fumes manter atividades por compromissos e contratos.

Assim como a Fumes, a nova fundação passou a responder por gestão e desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Nos últimos anos, recursos judiciais e medidas de reorganização a partir da estadualização permitiram reorganizar contas da Fumes.

Famema, 60 anos, une avanços e luta por respeito; veja datas e númerosFamema, 60 anos, une avanços e luta por respeito; veja datas e números
HC Famema

Até 2015, a Famema gerenciou também o Hospital das Clínicas, que hoje, além de ser instituição independente, superou a faculdade em medidas de organização.

Surgiu a autarquia HC Famema – Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília, com vínculo junto à Secretaria Estadual da Saúde.

Assim, o Complexo Famema passou a envolver duas autarquias estaduais, em duas diferentes secretarias, além de duas Fundações de gestão.

Reorganização

Desde 2022, um projeto de lei do governo do Estado para regulamentar cargos, funções e gestãoa na Famema se arrasta na Assembleia Legislativa.

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Ênio Duarte, cidadão mariliense, com história na Fumes e na Saúde da cidade
Famema e a saúde de Marília

Uma curiosidade sobre a influência da Famema na cidade está na passagem de grandes nomes da instituição pela gestão da Secretaria Municipal da Saúde.

Um grande destaque foi José Ênio Servilha Duarte, que ocupou cargos federais na Saúde pública, dirigiu a Fumes, a Regional de Saúde e a Secretaria. É, aliás, cidadão mariliense,.

A atual secretária, Paloma Aparecida Libanio Numes, cursou medicina na Faculdade e ocupou cargos de gestão antes de chegar à pasta.

O médico Márcio Travaglini, que cursou a Faculdade, foi líder estudantil em manifestações e articulação para estadualização em 1994. Aparece, aliás, na foto da assinatura e, anos depois, foi também secretário municipal da Saúde.



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